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dez 14 2017

Imprensa MDM

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Vereadores de São Paulo dão “Cheque em Branco” para criação de “parque” sobre as pistas do Minhocão

Desmonte log Panorama Central

 

Minhocão: Câmara dos Vereadores aprova

“parque Minhocão” em voto simbólico

Desmonte Artur

Por Artur Monteiro (*)

Em meio aos inúmeros pacotes de aprovação de projetos,

estava incluso a do PL 10/2014 que cria o parque Minhocão.

          Por diversas vezes lideranças locais conjuntamente com conselhos transversais tentaram aproximação com a presidência das câmaras técnicas solicitando debater o assunto democraticamente, e nunca foram atendidos, inclusive com o Presidente Milton Leite.

Desmonte Ofício Milton leite

          Vereadores aprovam projetos sem discutir as causas e efeitos nocivos que este projeto provocará na saúde dos moradores lindeiros a estrutura, e por qual motivo?

          O Gestor Doria estará em uma situação difícil

          Sancionar parcialmente ou integralmente este Projeto de Lei aumentará a insatisfação de sua gestão na região central que já é temerária. Também travará uma disputa judicial, já que existem ações no Ministério Público provocadas pelas associações de moradores e conselhos transversais.

          Vetar este Projeto de Lei integralmente por falta de transparência e participação democrática e devolver a Câmara dos Vereadores para as Comissões Permanentes debaterem o assunto com a comunidade, pode ser uma saída democrática plausível que agradaria tanto a quem quer o parque na estrutura quanto a quem o parque no chão, já que neste ponto não há divergências.

          TODOS QUEREM PARQUE, PORÉM O QUE ESTÁ SENDO DEBATIDO É ONDE: 

          NA ESTRUTURA OU NO CHÃO.

          Entenda o caso

          Para ser instalado o parque será necessário à desativação dos veículos, e estes passarão a circular pela parte debaixo da estrutura. Esta manobra aumentará a retenção dos poluentes na estrutura, principalmente Monóxido de Carbono (altamente maléfico para o ser humano).

          Esses poluentes adensados no topo da estrutura irão escapar pelas laterais, indo diretamente parar nas janelas dos imóveis e inalados pelos moradores de seu entorno, sem falar no agravamento da poluição sonora que já é preocupante.

          Este é um dos grandes entraves que o PL 10/2014 se recusa a debater com a comunidade, como também os custos com manutenção e a forma de irrigação, o orçamento da Secretaria do Verde, os impactos de vizinhança, impactos do trânsito, perturbação e incomodidade, gastos com atendimento UBS e remédios, proliferação de mosquitos transmissores, crise hídrica, problemas sociais e de desenvolvimento urbano, problemas de segurança, entre outros.

          O que já foi gasto?

          Jardins verticais – Instalação: Instalados nas laterais dos prédios, sendo que o problema está na janela dos imóveis.

Edificio Santa Filomenta   538.182,12

Instituto Presbiteriano Mackenzie    306.514,32

Edifício Santos   156.821,28

Edifício Minerva   579.169,50

Edifício Bonfim  1.455.943,02

Condomínio Huds  253.943,55

Condomínio Santa Cruz 499.867,83

Total           3.790.441,62

          Deve-se ainda computar os gastos com manutenção.

          Quanto será gasto para criação do parque Minhocão?

          Esta pergunta como outras não foram debatidas na Câmara dos Vereadores, já que não passou nas devidas comissões, falha gravíssima. O fato é que a estrutura precisará ser adaptada e o “Cheque em Branco” foi dado para transformar a estrutura em Zona Especial de Proteção Ambiental –ZEPAM, conforme estipula o Plano Diretor Municipal.

          Por outro lado o seu desmonte integral custará R$ 28 milhões (incluindo transporte e limpeza das vigas), e poderá dar lucro estimado em R$ 45 milhões caso a Prefeitura opte por vendê-las ao invés de usá-las em pontilhões pela Cidade.

          O fato é que qualquer centavo investido em uma estrutura velha e caótica SERÁ DINHEIRO PÚBLICO DESPERDIÇADO, já que o seu DESMONTE DÁ LUCRO.

Tags: Minhocão

(*)Sobre o autor

Artur Monteiro

Artur Monteiro é Administrador de Empresas com especialização em Auditoria.

Trabalha na Entre Imóveis – Administração de Bens, Condomínios e Imobiliária.

Com mais de 20 anos com atuação no voluntariado, atuou no acompanhamento do Orçamento Público, Desenvolvimento Urbano e Social e Meio Ambiente.

Nestes últimos anos, foi conselheiro em várias secretarias, como: Conselho Municipal de Politicas Urbanas (Secretaria de Desenvolvimento Urbano), Conselho do Planejamento e Orçamento Público (Secretaria de Gestão), Conselho de Segurança Pública (Governo Estadual), como também ocupou cargos de direção em alguns movimentos e Associações de Amigos e Moradores.

Também é Conselheiro Participativo Municipal pela Prefeitura Regional Sé, representando o Distrito da República e Coordenador do Grupo de Trabalho de Zeladoria Urbana e Assistência Social.

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