jul 17 2018

Imprensa MDM

MINHOCÃO: DIRETOR DO MDM CONCEDE ENTREVISTA A UNIVERSITÁRIOS

Diretor do MDM, Francisco Machado concede recente entrevista a universitários de arquitetura da Universidade Mackenzie.
O Plano Diretor prevê fim do Minhocão.
Tema: o que fazer com a estrutura do Elevado João Goulart (Minhocão)?
O artigo 375, da lei número 16.050, do Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2014, determina criação de lei para vetar o trânsito de automóveis no lugar ou até mesmo a demolição da via.
Determina o Plano Diretor Municipal da Cidade de São Paulo que “uma lei específica deverá ser elaborada determinando a gradual restrição ao transporte individual motorizado no Elevado Costa e Silva, definindo prazos até sua completa desativação como via de tráfego, sua demolição ou transformação, parcial ou integral, em parque”.
Francisco Machado (MDM) respondeu questionamentos. Refutou objeções. Informou. Esclareceu e desmistificou o atual e importante tema: o que fazer com a estrutura do Elevado João Goulart (Minhocão)?
Qual é a sua opinião a respeito da derrubada ou não do Elevado?
Em primeiro lugar , uma palavra para os que ainda não tiveram possibilidade de conhecer o MDM – Movimento Desmonte do Minhocão.
Do que se trata? É um movimento pacífico, ordeiro, apolítico e apartidário, que reúne inúmeros moradores, lideranças comunitárias da região, especialistas e interessados no assunto.
O atual Plano Diretor do Município de São Paulo acendeu como que uma luz no fim de um túnel escuro, quando acenou para a possibilidade de Desmonte do Elevado Costa e Silva – Minhocão.
Há quarenta e sete anos, ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros, o Minhocão degradou essa parte da região central, transformando-a em área insalubre, haja visto que há quatro décadas, sob suas pistas, não entra um raio de sol!
Com razão, urbanistas e experts na matéria o qualificam como uma “cicatriz” no rosto de São Paulo.
Que problemas causa o Minhocão?
Uma série de problemas como por exemplo os altos índices das poluições atmosférica, visual e sonora.
Há outra agravante: o Minhocão é um elevado construído no meio de prédios residenciais!
Insegurança!
Devido a proximidade com as pistas do Minhocão, moradores cercam seus prédios com arame farpado, para evitar novos assaltos
Sem falar na invasão de privacidade. Os moradores são fotografados em sua intimidade.
A estrutura do Minhocão gera uma incomodidade insuportável a milhares de moradores. É uma aberração urbanística, imposta à população, sem nenhum estudo de impactos ambientais.
Cito apenas dois exemplos.
O jornal O GLOBO, em sua edição de 25/3/2015 noticia: “Poluição pode aumentar número de AVCs e potencializar a ansiedade, dizem estudos”. “Pesquisas revelam que o efeito da contaminação do ar pode ir além das doenças respiratórias”.
A pesquisa publicada no “British Medical Journal” revela a relação entre poluição e AVC. O trabalho comprovou que a exposição ao monóxido de carbono, ejetado pelos escapamentos dos carros , aumenta o número de mortes por esta causa.
O mesmo estudo médico informa que pessoas que moram perto de rodovias, distante de 50 a 200 metros, eram mais propensas a apresentar os problemas de saúde apontados.
Ora, os moradores que vivem na frente das pistas do Minhocão, ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão, tem seus apartamentos a cerca apenas de 5 metros do elevado!
Pode-se calcular o impacto impressionante sobre a saúde deles!
Outro exemplo da situação dramática na qual vivemos.

Com ou sem carros, ‘Minhocão’ é 79% mais poluído
que o resto da cidade de São Paulo.

É o que mostram dados do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, que mediu a quantidade de material particulado, um tipo de poluição atmosférica.
Ora, os moradores que vivem na frente das pistas do Minhocão, ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão, tem seus apartamentos a apenas pouco mais de 5 metros do elevado!
Pode-se calcular o impacto impressionante sobre a saúde deles!
O Promotor de Justiça do Verde e Meio Ambiente do Ministério Público, Dr. Marcos Barreto declarou em sessão do I Forum sobre o Minhocão, na Câmara Municipal de São Paulo que visitou pessoalmente o local e qualificou a situação dos milhares de moradores que vivem ao longo e no entorno do mencionado elevado como “dramática”!
Ou seja, é urgente o Desmonte do Minhocão em sua totalidade e se possível, já !
Ele é um problema de saúde pública!
O Desmonte do Minhocão é altamente benéfico para os mais de duzentos de trinta mil moradores-eleitores que habitam ao longo e no seu entorno, bem como para a cidade.
Quanto tempo levaria para desmontá-lo? E para concluir todo o projeto?
Essa seria uma pergunta a ser feita aos engenheiros, urbanistas e arquitetos, que voluntariamente fazem parte de nossa equipe técnica, como por exemplo, os Drs. Lúcio Gomes Machado, Dra. Anne Marie Somer, Dra. Vera Luz, entre outros.
O Desmonte do Minhocão é menos complicado do que parece, haja visto que ele foi montado e suas partes podem ser desmontadas e as vigas reutilizadas em outros locais, como pontilhões sobre córregos nas periferias etc, com boa economia para os cofres públicos.
São 900 vigas pré-moldadas que podem ser retiradas, limpas da camada de asfalto e reutilizadas ou mesmo vendidas para outras finalidades. O custo de cada uma dessas vigas é em torno de 70 mil reais.
Duração do desmonte? A firma especializada consultada afirma que seria obra para seis meses. Trata-se de obra limpa, sustentável, sem entulho e reaproveitamento do material. As 900 vigas podem ser reutilizadas/vendidas e as pilatras de sustentação serão trituradas e transformadas em base para asfalto.
Há orçamento de quanto custaria o desmonte do Minhocão?
Sim. Firma nacional, de primeiro mundo, com ISO Internacional forneceu gratuitamente orçamento dessa obra histórica, que seria o desmonte do Minhocão: 28 milhões e 234 reais.
Observe que o desmonte do Minhocão é uma obra que se auto pagaria, pois as 900 vigas retiradas e vendidas a 70 mil cada, renderia aos cofres públicos 63 mil reais. Ou seja, paga a obra do desmonte do Minhocão e ainda sobra caixa para se fazer belo Boulevard/parque ao longo dos dois quilômetros e oitocentos metros de sua extensão.
Veja o que aconteceu no Rio. Os cariocas parece que foram mais ágeis, pois demoliram a Perimetral (cinco quilômetros e quinhentos metros) em tempo recorde e hoje podemos ver algumas áreas com calçadão, árvores de grande porte, o Museu do Amanhã que atrai milhares de visitantes/turistas e a belíssima vista da Baia de Guanabara.
Ou seja, no lugar do monstrengo do elevado, fizeram mais um cartão postal da Cidade Maravilhosa.
Enquanto isso, em São Paulo, a 3ª maior metrópole do mundo…
Qual é a sua visão a respeito da interdição do Minhocão para a implantação de um parque?
Quem em são consciência seria contra um parque? Quem não aprova a ideia de passear sob a sombra acolhedora e amena de árvores, sentindo o perfume das flores e o relaxante canto dos pássaros?
Nós do MDM – Movimento Desmonte do Minhocão – somos os primeiros a aprovar a ideia de mais um parque na cidade de São Paulo.
Digo mais: desejamos não só um, mas vários parques para nossa cidade, que é hoje uma espécie de selva de pedra, concreto e asfalto.
Só não podemos aprovar a ideia de “parque” sobre o Minhocão, por ser o local mais inapropriado, perigoso (está a 8 metros de altura e sem as “mínimas condições de segurança”, segundo Laudo Técnico do Comando do Corpo de Bombeiros) e inconveniente que se possa imaginar.
Porque razão? Devido ao fato de estar construído no meio de prédios residenciais, com altos índices de concentração de poluição atmosférica. Segundo a CET, passam por dia, setenta mil veículos ejetando de seus escapamentos gases tóxicos – monóxido de carbono – altamente nocivos para a saúde humana.
Quem em são consciência construiria uma creche, uma escola ou um hospital sobre um aterro sanitário, uma área insalubre etc? A mesma pergunta não se pode fazer em relação a “parque” sobre o Minhocão?
Como se vai fazer parque em cima do Minhocão, sem retirar a estrutura, quando embaixo, os 17 metros de largura das pistas funcionam como elemento de concentração dos gases tóxicos dos milhares de carros, ônibus etc?
Moradores relatam que em espaços curtos de tempo são obrigados a mandar lavar as cortinas de suas salas, quartos etc, pois vão ficando escuras e pretas. E isso apesar de manterem as janelas fechadas.
E os moradores questionam: as cortinas podemos mandar lavar. Mas e nossos pulmões? Dá para mandar lavar nossos pulmões por dentro? Como fica nossa saúde? Quem se responsabiliza por isso? Onde está a consciência humanitária? Não se sente compaixão pela situação em que vivem estas milhares de pessoas?
O direito à saúde e à vida não é um direito constitucional, anterior ao direito de ter um lugar de lazer, que aliás pode ser em qualquer outro lugar?
Aproveito para esclarecer um sofisma usado por quem propõe o “parque” sobre o Minhocão.
Falam que a população já tomou conta do Minhocão e que portanto já seria um “parque” (sic!). É uma falácia que se responde facilmente.
Em São Paulo, com carência de opções de lazer, em qualquer rua que se feche – por exemplo, diante da Câmara dos Vereadores – nos finais de semana, o que ocorrerá?
Evidentemente que as pessoas irão ali andar, se distender etc. A conclusão disso é que a população tomou conta das pistas em frente a Câmara e ali tem que ser feito um “parque”?
Por que essa necessidade de extinguir o Minhocão e qual seria o impacto acarretado para a cidade?
Pelas razões explicadas anteriormente. De dia os milhares de moradores ficam de janelas e cortinas fechadas pelo trânsito de milhares de veículos passando a poucos metros de seus apartamentos.
A ex-Prefeita Erundina assinou lei que fechava o Minhocão às 21 horas, para os moradores terem sossego e finalmente poderem abrir suas janelas e cortinas.
Entretanto, o que acontece? Sem nenhuma fiscalização e/ou policiamento, pessoas sobem de noite no Minhocão, seja para passear, seja para outras finalidades não elogiáveis. Jogam pedras e outras coisas nas janelas e nas pessoas que passam nas calçadas embaixo. Já chegaram a jogar uma tampa de bueiro sobre um carro estacionado embaixo. Graças a Deus não havia ninguém dentro, pois caso contrário poderia ter sido morto.
Assim os milhares de moradores ficam na seguinte situação: de dia, tem de trancar cortinas e janelas devido a poluição atmosférica e sonora dos carros.
De noite, tem de manter fechadas cortinas e janelas, pois muitas pessoas que transitam nas pistas do Minhocão ficam olhando para dentro dos apartamentos, vendo os moradores saindo ou entrando nos banheiros, quartos etc. Ou seja, como observa um morador, ele se sente como que o carcereiro de sua própria família , obrigado a manter tudo fechado!!
Você poderá me perguntar: mas fazendo um “parque” sobre o Minhocão não resolveria o problema das poluições? Pelo contrário.
Os carros sendo proibidos de passarem por cima do Minhocão, irão transitar por baixo. O trânsito ficará mais pesado, diminuirá a velocidade dos veículos e portanto ficarão mais tempo sob o Minhocão e mais poluentes tóxicos dos escapamentos serão ejetados.
Com uma agravante: as pistas do Minhocão funcionam como que tampas de panela, que não permite que os gases poluentes dos carros se dispersem pela atmosfera, aumentando ainda mais sua concentração e invadindo apartamentos e comércios de maneira mais intensa.
Como solucionar a problemática do fluxo de veículos que ali passam diariamente?
Dentre as várias atividades, a Diretoria do MDM teve contato com Dr. Vicente Petrocelli, Gerente de Planejamento Viário – CET/DPO e sua equipe, que expuseram projetos já prontos, de solução viária, para o caso do Desmonte do Minhocão.
Quando o Minhocão foi construído há mais de quarenta e sete anos atrás, a cidade de São Paulo não tinha duplicadas todas as pistas das Marginais e outras vias de tráfego. Só o vão central, com as pilastras de sustentação do Minhocão, perde-se 8 metros de via.
O estudo da CET mostra a readequação de ruas paralelas, como por exemplo a Alameda Barros que, sendo proibido estacionar carros nos dois lados, se multiplicaria a via de duas para quatro pistas.
Dr. Sérgio Ejzenberg, especialista em trânsito, cita a possibilidade de instalação de semáforos inteligentes, que agilizaria o trânsito em cerca de 30%.
Dr. Petrocelli e sua equipe considera com tranquilidade a possibilidade da desativação do Minhocão.
Você acredita que o Elevado seja vitima de um mau planejamento viário?
Veja bem: o ex-Prefeito de São Paulo, Sr. Fernando Haddad, que em debate no SBT, ao responder ao entrevistador Carlos Nascimento, sobre o affaire Minhocão, afirmou:

– “”O Minhocão não deveria nem ter sido construído.
Solução equivocada para o problema de mobilidade”.

O possível fechamento ou derrubada do Elevado poderia significar que tipos de melhorias para a região?
É só passar sob as pistas do Minhocão para além de ver uma área degradada, insalubre, notar as inúmeras placas de “Mudou-se”, “Vende-se”, “Passo o ponto” etc.
Com o Desmonte do Minhocão, teríamos uma revitalização e reurbanização da região. Propomos bela, arborizada e ajardinada avenida, que seja um cartão postal de nossa cidade, onde hoje temos uma “cicatriz” em seu rosto.
Os próprios comerciantes tomariam a si a manutenção das áreas ajardinadas em frente de suas lojas, pois seria um cartão das mesmas.
O comércio se revitalizaria e seria mais uma fonte de renda para a Prefeitura, com mais coleta de ISS e outros impostos.
Ou seja: o Desmonte do Minhocão só traria benefícios para todos, reutilização de suas partes em outros locais , economia e inclusive fonte de renda para a Prefeitura com aumento da arrecadação de tributos na região.
A tendência moderna é a eliminação de viadutos, qualificados como mero paliativos. Apenas transpõe um congestionamento de um lugar para outro.
Exemplos dessa tendência moderna de eliminação de viadutos no mundo inteiro.
São Francisco (EUA)
SEUL, antes, com o “Minhocão” local…

Seul – hoje, sem o “Minhocão” local.
Sobre a hipótese de “parque” sobre a estrutura do Minhocão.
Este só seria fonte de gastos fabulosos para o poder público, não só para sua instalação, como para sua manutenção.
Se a Prefeitura não consegue cuidar das árvores já existentes na cidade, a ponto que nos últimos quatro meses, caíram praticamente duas mil, inclusive causando mortes, imagine você fazer e manter mais um “parque” e sobre o Minhocão com seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão.
O alegado High Line nos Estados Unidos – que diga-se de passagem era uma via férrea desativada e que não passava entre prédios residenciais – “até agora custou cerca de U$ 240 milhões” de dólares (O Estado de São Paulo, 14/9/14).
É bom lembrar que o High Line tem a metade da extensão do Minhocão e sua pista é muito mais estreita.
Pense no valor do dólar atualmente e se chegará a conclusão que o tal despropositado “parque” sobre o Minhocão passará da astronômica cifra de um bilhão de reais.
E isso numa cidade com a alta carência de creches, postos de saúde, CÉUs , moradias etc?
Outro benefício do Desmonte do Minhocão: teriamos a redescoberta de prédios históricos que marcaram a história de nossa cidade, hoje cobertos com mantos negros de décadas de fuligem da poluição.
Com o Desmonte do Minhocão, finalmente os milhares de moradores-eleitores poderiam abrir suas cortinas e janelas e respirarem ar puro, vendo as árvores e flores da futura avenida.
O Elevado é palco de diversas manifestações culturais. Com a sua derrubada, como essa questão poderia ser solucionada?
Há várias opções que a Prefeitura pode escolher. Porque necessariamente tem de ser feita na frente das janelas de nossos moradores?
Temos inclusive aqui na região três hospitais: Santa Cecília, Santa Casa e Santa Isabel, que não comporta certos tipos de eventos ruidosos, pelas razões óbvias.
Para o lazer, a população dispõe do Parque da Água Branca, Largo do Arouche, Praça da República e possivelmente o Parque Augusta.
É bom lembrar também que pelo menos três praças centrais – Bandeira, Princesa Isabel e Amaral Gurgel – são ocupadas por empresas de ônibus, que na prática são garagens.
Ônibus não foi feito para circular?
Porque não colocar os ônibus para circularem e retomarmos nossas praças e fazermos ali belos parques?
O que o Elevado Costa e Silva representa hoje para você?
Uma estrutura obsoleta, do século passado, que travou o progresso e o desenvolvimento do centro de São Paulo.
Provocou um verdadeiro apagão urbanístico.
Um pesadelo. Um tormento.
Pior: uma constante ameaça à nossa saúde, de nossas crianças e de nossos idosos.
E querem perpetuar esse suplício?
Por isso, fazemos nosso o slogan lançado pelo Dr. Professor Valter Caldana, da Universidade Mackenzie:
DESMONTE DO MINHOCÃO, JÁ!
https://www.minhocao.net.br/
https://www.facebook.com/movimentodesmontedominhocao/
[email protected]

Curti(0)Não Curti(0)

Link permanente para este artigo: https://www.minhocao.net.br/?p=40931

jul 07 2018

admin

O MDM com site seguro https://

Agora com ferramenta de proteção avançada

 

Curti(0)Não Curti(0)

Link permanente para este artigo: https://www.minhocao.net.br/?p=40894

jul 06 2018

Imprensa MDM

VEREADOR APRESENTA PROJETO DE LEI DE DESMONTE DO MINHOCÃO

VEREADOR APRESENTA PROJETO DE LEI

DO DESMONTE DO MINHOCÃO

          Vereador Caio Miranda: O que você prefere? Transformar isso aqui num parque ou demolir de vez o Minhocão?

          Se você fosse o Prefeito de São Paulo, o que você faria?

          Mas você deve estar perguntando: manter o Minhocão aberto para carros, não é uma opção?Não é.

          Porque o Plano Diretor aprovado em 2014, já cravou: ele será desativado para carros.

          Mas vamos ser realistas. Se isso aqui não fosse desativado, essa região aqui nunca ia deixar de ser degradada. É muita insegurança, sujeira, barulho, poluição.

          E é muita gente envolvida e afetada. Segundo o IBGE, mais de 230 mil pessoas moram aqui no entorno do Minhocão.

          Mas vamos falar das opções que a Prefeitura tem: transformar isso aqui num parque ou demolir de vez o Minhocão .

          Eu vou falar os prós e contras de cada opção e você tira sua conclusão.

          Vamos começar pelo parque. Isso já foi feito em outros países. O High Line em Nova York é o grande exemplo. A idéia aqui seria fazer escada de acesso, arborizar, construir ciclofaixas, banheiros e até uma idéia de fazer uma praia aqui em cima. Com piscinão e bolsão de areia. É verdade!

          Quais são os prós de ter um parque aqui? Bom, são vários. Mas eu vou listar dois para vocês. O primeiro é de ter uma área verde num região que é dominada por concreto.

          O segundo é ter uma área para prática de esporte, lazer e convívio das pessoas. E a gente sabe que São Paulo precisa disso.

          Mas quais seriam os contras de se fazer um parque?

          Primeiro, o alto custo de instalação.

          Estima-se que para transformar aqui num parque, seriam usados mais de 400 milhões de reais. De onde ia vir esse dinheiro?

          Em segundo lugar, não basta criar o parque. Tem que manter.

          Só para vocês terem uma idéia, o High Line em Nova York custa aproximadamente 36 milhões de reais por ano.

         É mais do que o Ibirapuera, que é nosso maior parque gasta.

          Agora, se São Paulo não tem dinheiro para manter os parques que já existem, como é que vai ter dinheiro para criar e manter um parque suspenso?

          Em segundo lugar, se o parque resolveria os problemas aqui em cima, os problemas lá embaixo vão continuar. Aqui continuaria igual. Escuro, quente, perigoso, barulhento, poluído e isso afeta a vida de muita gente: das pessoas que passam por aqui, das pessoas que trabalham aqui e das que residem.

          E é por isso que a maioria que vive aqui no entorno é a favor do desmonte do Minhocão.

          E é exatamente dessa opção é que a gente vai falar agora. Opção que certamente é a melhor.

          Em primeiro lugar, a derrubada vai sim, melhorar e revitalizar a região. Ia melhorar a questão da poluição sonora, do ar, iluminação, segurança.

          E vale lembrar que com a demolição, locais que hoje são subaproveitados, como a Praça Marechal Deodoro, Largo Santa Cecília e Largo do Arouche voltariam a ser valorizados e utilizados pelas pessoas .

          E nada impede que aos domingos, finais de semana e feriados, aqui embaixo seja fechado para veículos , como acontece na Avenida Paulista para uso de lazer e convívio das pessoas no espaço público.

          Em segundo lugar, vem o custo , que para desmontar o Minhocão, ia ser muito menor do que fazer um parque.

          Quer saber? A gente precisa parar com essa mentalidade de que fazer obras faraônicas e gastar milhões de reais é sinal de desenvolvimento. Não é.

          Em uma cidade com tantos problemas, com tantas desigualdades, gastar dinheiro para fazer um parque suspenso não faz sentido.

           Eu gostaria de mais um parque na região? É claro que sim. Só que a gente tem que manter os pés no chão.

          Um parque aqui no elevado ia custar muito caro e não ia resolver os problemas da região.

          Se você acompanha noticiário, viu que o ex-Prefeito João Dória aprovou uma lei que prevê a criação do parque aqui no Minhocão. Não foi a melhor opção. Eu sou contra e apresentei um projeto pelo desmonte do Minhocão e eu conto com o apoio de voces.

         Para fazer essa lei ser aprovada e sancionada pelo Prefeito.

          Isso interessa para todo mundo na cidade.

          A gente tem que pensar no futuro da cidade.

          Então eu conto com vocês.

          Comentem, compartilhem esse vídeo.

          Vamos fazer o debate acontecer.

 

Curti(1)Não Curti(0)

Link permanente para este artigo: https://www.minhocao.net.br/?p=40891

maio 17 2018

Imprensa MDM

RECORD – ESPECIALISTA APONTA SOLUÇÃO PARA O MINHOCÃO: TEM QUE SER DESMONTADO

R7 Notícias

SP NO AR RECORD 1Lucio G Machado 1

Dr. Lúcio Gomes Machado

ESPECIALISTA APONTA SOLUÇÃO PARA O MINHOCÃO:

TEM QUE SER DESMONTADO

 15 de maio de 2018

O assunto Minhocão sempre chega

acompanhado por alguma polêmica.

Veja as soluções que especialistas propõe

 para o futuro desta importante via.

MDM r7 apresentador

          Apresentador: Falar do Minhocão causa sempre uma polêmica. Recentemente a circulação dos carros por lá foi alterada.

          Alguns querem que o elevado fique como está.

          Outros querem que ele vire um parque.

          E outros querem simplesmente que o Minhocão seja demolido.

          Mas a pergunta é: como fica o trânsito em São Paulo se o Minhocão for realmente demolido? Será que existe outras soluções? Outras alternativas? A gente foi procurar saber como é que ficaria São Paulo sem o Minhocão.

MDM r7 Júlia

          Repórter: Antes da construção do elevado, era essa a paisagem urbana na região da São João. A avenida era considerada uma das mais bonitas da cidade. MDM r7 avenida São João

          A construção do Minhocão acabou com o paisagismo e trouxe degradação para o entorno.

          Hoje, a via de pouco mais de 3 kms já faz parte da vida de quem circula na capital paulista. Mas, perto dos 50 anos, o Minhocão é sinônimo de polêmica.

          O Elevado João Goulart mais conhecido como Minhocão foi construído em 1970. Para ligar as zonas oeste a leste da cidade. Cerca de 70 mil veículos passam todos os dias por aqui. Só que de uns anos para cá, essa obra tem causado muita discussão. A polêmica ganhou força depois que foi sancionada a lei que cria o parque municipal do Minhocão. Pouco a pouco estão sendo feitas modificações no trânsito. (…)

MDM r7 ambulancia

          Desde o dia 8 de maio os acessos para o Minhocão estão fechando mais cedo. Antes fechava às nove e meia da noite. E agora está fechando ás oito horas. Só que muitos motoristas não sabem dessa mudança. O que acontece com o trânsito por aqui? Fica complicadíssimo. (…)

          Mas as complicações no trânsito acabam trazendo a pergunta: será que o Minhocão é imprescindível para o fluxo do trânsito em São Paulo?

          De acordo com Lúcio Machado (*) uma pesquisa realizada pela CET – Companhia de Engenharia e Tráfego – concluiu que os veículos encontrariam via alternativas.

LGM r7 b

          Dr. Lúcio Gomes Machado: Essa mesma pesquisa mostrou que a maior parte das pessoas que usam o Minhocão não usa ele como ligação leste-oeste, mas usa para pular alguns quarteirões. Por causa do trânsito embaixo. Ou porque é mais rápido ou por alguma outra razão. Então, funcionalmente não é problema.

          Repórter: O arquiteto argumenta ainda que a retirada dos pilares abriria ainda mais espaço nas pistas que ficam na parte debaixo. Ele cita ainda que na década de 70, a Marginal do Tietê não estava pronta para ligar as áreas leste e oeste da cidade. Mas hoje, já faz essa ligação. O que dispensa a existência do elevado. Para ele não é difícil demolir toda a estrutura.

LGM r7 a

          Dr. Lúcio Gomes Machado: A estrutura seria serrada ao longo da vigas, desmontadas e cada viga colocada em cima de uma carreta. E levada para um depósito próximo. Os pilares são cortados com serra diamantada e também levadas para esse depósito próximo, aonde o asfalto que está em cima das vigas e o que resultar das colunas seria moído – existe equipamento corrente para isso – e transformado em sub base para pavimentação. E as vigas servirão para fazer pontes . Que não falta lugar que precisa de pontes, passarelas, em toda periferia de São Paulo. (…)

          Repórter: Mas o arquiteto lembra que manter o Minhocão tem um preço ato para quem vive nas proximidades.

          Dr. Lúcio Gomes Machado: A gente está vendo a poluição sonora que tem aqui. A poluição do ar que tem embaixo. (O Minhocão) É um caixão que guarda todos os gases embaixo. E mais: quem mora em cima , nos apartamento por cima, é vítima também de poluição sonora, o tempo inteiro.

MDM R7 15 5 18

          Repórter: O senhor Francisco mora há cerca de vinte anos aqui no prédio. E da janela do apartamento dele dá para ver muito bem o Minhocão. Fica cerca de trezentos metros daqui. Mas, a grande preocupação dele e de vários moradores da região é com a saúde.

MDM r7 cortina

          Para a gente entender melhor, dá uma olhada na cortina que ele comprou a cerca de três meses. A cor original era essa. Branca. E virou… cinza. Ele tem que mandar sempre lavar, comprar novas cortinas, mas o senhor se preocupa muito é com a saúde, não é?

MDM r7 FGM

          Francisco Machado: A grande preocupação nossa é exatamente a saúde. Cortina se manda para a lavanderia e voltam limpas. E os nossos pulmões? O desmonte do Minhocão é preciso ser feito urgente.MDM r7 Geraldo

          Repórter: Aqui no apartamento do senhor Geraldo, uma outra questão é levantada, que é a violência. O apartamento dele fica bem colado aqui ao Minhocão. E janelas tem que ficar o dia inteiro assim: com cadeado, correntes. Porque uma vez fragaram três homens prestes a entrar pela janela aqui no apartamento. Ligaram para a polícia, mas não foi só dessa vez.

          Geraldo Oliveira: Não foi uma , duas ou três vezes. Foram várias vezes que tentaram entrar nos apartamentos, inclusive no meu.

          Repórter: Dona Regina não gosta da ideia nem de manter o Minhocão para os carros nem como parque. Para ela o horário em que o horário está fechado representa um perigo.MDM r7 Regina Colmatti           Regina Colmatti: Além dos moradores de rua, também vem as pessoas roubar . Rouba e vai para o Minhocão, porque é mais fácil de fugir. Está muito difícil aqui.

          Repórter: O arquiteto aposta na decisão de erradicar o Minhocão do centro de São Paulo. Para ele, a demolição trará vários benefícios: mais beleza no visual urbano, melhor qualidade de vida e também valorização imobiliária para o centro.LGM r7

          Dr. Lúcio Machado: Isso leva a Prefeitura a ter também uma renda com isso, porque vai ganhar mais IPTU etc etc. E a própria movimentação comercial da região também vai valorizar.

          É um desperdício absurdo continuar com o Minhocão. É uma bobagem. Não é porque ele está feito que tem que continuar. MDM r7 LGM

  Ele tem que ser desmontado.

http://tv.r7.com/record-tv/sp-no-ar/videos/especialistas-apontam-solucoes-para-o-minhocao-15052018 Lucio-gomes-machado-300x162

          (*) Dr. Lúcio Gomes Machado – Possui graduação em Arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1969), Mestrado (1881) e Doutorado (1992) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo ).

          Atualmente é professor doutor do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

          Socio-Diretor de GMAA – Gomes Machado Arquitetos Associados Ltda e Linha d´Água Difusão Cultural Ltda.

          No Instituto de Arquitetos do Brasil, foi membro de seu Conselho Nacional, diretor do Departamento de São Paulo, no qual atuou como Vice Presidente.

          Foi Coordenador Geral e Diretor da seção brasileira do International Working Party For Documentation And Conservation Of Buildings.

          Foi Conselheiro do CONPRESP e do CONDEPHAAT.

          Foi Curador da III e da IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

          Tem experiência nas áreas de Arquitetura e Urbanismo e de Desenho Industrial, com ênfase em História da Arquitetura e História do Design.

          Atua profissionalmente nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Desenho Industrial, Programação Visual e Construção Civil, além de Editoração e Preservação do Patrimônio Cultural e Arquitetônico.

          Graduado pela FAU Mackenzie em1969.

          Mestrado e Doutorado na FAU USP.

          Professor de História da Arquitetura na FAU-Santos (1973 a 85) e de História da Arquitetura e do Design na FAU/USP desde 1972.

          Curador das 3ª e da 4ª Bienais Internacionais de Arquitetura.

          Conselheiro de CREA-SP por 12 anos.

          Ex Vice-Presidente do IAB-SP, do SASP e do CREA-SP.

          Desde 1979, dirige escritório atuante em projetos e gerenciamento de obras institucionais, industriais e de restauro.

Curti(0)Não Curti(0)

Link permanente para este artigo: https://www.minhocao.net.br/?p=40869

maio 11 2018

Imprensa MDM

MDM realiza palestra no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Desmonte MDM log

Belas Artes Yara          No dia 8 de maio de 2018, a convite dos estudantes do primeiro semestre de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Dra. Yara Goes e Sr. Francisco Machado,  Diretores do MDM – Movimento Desmonte do Minhocão – estiveram nesse estabelecimento de ensino. Dra. Yara Goes realizou palestra, na qual expôs os problemas praticamente insolúveis de segurança, saúde e incomodidade insuportável, que causa a estrutura do Minhocão, apresentando o projeto técnico do desmonte do elevado, tendo sido aplaudida no final.

Belas Artes 2

Belas Artes 3

Belas Artes 6

          Convidada especial, a Professora Dra. Anne Marie Sunmer, Arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1978), mestre pela Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras (Concentração: Estética) da Universidade de São Paulo (1988) e doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2001).

          É titular do escritório Anne Marie Sumner – Arquitetura Ltda. desde 1984 e professora adjunta da disciplina de projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie desde 1990.

          A Professora Dra. Anne Marie Sumner faz da parte da Equipe Técnica do MDM – Movimento Desmonte Minhocão. Em sua exposição (ver vídeo), posicionou-se a favor do desmonte da estrutura do Minhocão, como solução para restaurar e requalificar essa importante área do centro da cidade, tendo sido também aplaudida pelos universitários e professores.

Belas Artes 7

          Após a exposição, vários universitários fizeram perguntas aos membros do MDM, muito interessados pelo tema e questionando porque não se desmonta então essa estrutura obsoleta, que só causa problemas e gastos para a Prefeitura e inferniza a vida de milhares de moradores-eleitores. Foi respondido tratar-se de boa pergunta a ser feita aos políticos: Srs. Vereadores e ao atual Prefeito, Bruno Covas.

          O MDM apresentou sua posição de desmonte da estrutura obsoleta do Minhocão e seu desejo que seja feito no lugar, um belo e turístico parque ou boulevard, no chão, com árvores de grande porte etc.

          Queremos parque, sim. Mas no chão e não a 8 metros de altura, “sem as mínimas condições de segurança” para as pessoas, conforme Laudo Técnico do Comando do Corpo de Bombeiros.

          Fazendo assim, seguiremos o exemplo da tendência moderna atual, onde em grandes cidades, como Boston, Seul, Lyon, Montreal, Barcelona, Rio de Janeiro etc foram eliminados viadutos como o Minhocão, requalificado e revitalizado o local. E assim por um fim neste verdadeiro “apagão urbanístico” que já dura 47 anos, travando o progresso dessa importante área central de São Paulo. 

          A seguir apresentamos flashes da exposição realizada no Centro Universitário Belas Artes, bem como vídeo das considerações da Professora Dra. Anne Marie Sumner e como exemplo de eliminação de viaduto, como ficou o centro do Rio de Janeiro sem o Minhocão local, a Perimetral. Demolida e desmontada a estrutura de 5 kms e 500 metros ( o dobro do Minhocão ), deu lugar ao belo e moderno Boulevard Olímpico, com requalificação da área e importante centro turístico.

B 2B 3B 4B 5B 6B 7B 8B 9B 10B 11

Quem gostaria de ver assim violada a privacidade e intimidade

de sua esposa e/ou filha?

M14

M2

M1

Desmonte Minhocão foto 1

B 13

B 15

B 16

B 17

B 18

Curti(0)Não Curti(0)

Link permanente para este artigo: https://www.minhocao.net.br/?p=40822

Posts mais antigos «