nov 19 2018

Imprensa MDM

Rio desmonta o Minhocão e atrai progresso, empregos e turismo. Em São Paulo, a perpetuação de área degradada?

I N F O R M A

Empresas começam a desembarcar

no Porto Maravilha

18/11/18 

Pollyanna Brêtas

          O movimento ainda é tímido, mas, aos poucos, os prédios construídos no Porto Maravilha começam a receber escritórios e empresas.

          Nos últimos meses, sete companhias anunciaram mudanças para a Região Portuária, entre elas Nissan, Bradesco Seguros, Fábrica de Startup e Granado. Serão quatro mil pessoas a mais circulando diariamente pelos bairros do Santo Cristo, da Gamboa e da Saúde.

           A expectativa é mais do que dobrar a movimentação na área até o ano que vem. Para Antonio Carlos Barbosa, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp) — gestora da prefeitura na operação da região —, o processo é lento, mas um pouco mais consistente. (…)

           Entre as empresas que estão desembarcando na região, um dos destaques é a Bradesco Seguros, que comprou o Port Corporate — próximo à Rodoviária Novo Rio — e vai ocupar os 18 andares do edifício com três mil funcionários. A Tishman Speyer Brasil mudou-se para o prédio Aqwa Corporate, em frente à Cidade do Samba, com 15 empregados do Rio. A japonesa Nissan também levou seus 160 trabalhadores para um andar inteiro do mesmo empreendimento.

            — Achamos melhor implantar um projeto-piloto de escritório virtual no Porto, em um prédio novo e desenvolvido. Para isso, houve adequação da estrutura e implementação de uma nova forma de trabalhar. Foi o primeiro lugar na América Latina em que a Nissan implementou isso — disse Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil.

           A Granado levou mais de 200 funcionários à região.

           — Decidimos migrar para um edifício moderno, confortável e central. Além da qualidade e da infraestrutura, o preço era atraente, e a localização de fácil acesso, principalmente pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e por ser perto da Via Binário — disse Christopher Freeman, presidente da empresa. (…)

 

Cerca de 30 mil pessoas moram na área

 

          O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, anunciou, em agosto deste ano, que o governo federal pretendia firmar uma parceria com a Caixa Econômica Federal para a construção de cinco mil unidades do programa habitacional popular “Minha casa, minha vida” na Região Portuária do Rio. Hoje, 29.800 pessoas vivem na área, que tem capacidade para receber 400 mil moradores. (…)

 

          Para a Bradesco Seguros, o projeto de uma nova sede foi motivado pelo potencial da região e pela localização próxima às principais vias de acesso ao Rio — Avenida Brasil, Linha Vermelha e Ponte Rio-Niterói —, garantindo mobilidade.

 

Depoimento – Rilden Albuquerque, gerente de Desenvolvimento Econômico e Social da Cdurp

 

          – “Essa nova demanda vai atrair negócios para a região do Porto Maravilha. Acreditamos que surgirão novos restaurantes, academias, lojas e todos os tipos de serviços que os trabalhadores consomem. E isso é uma oportunidade incrível de geração de empregos para os moradores daqui. Aposto que as novas oportunidades vão se refletir no aumento da circulação de pessoas”.

https://extra.globo.com/noticias/economia/empresas-comecam-desembarcar-no-porto-maravilha-23242469.html

https://glo.bo/2QS2RdH

          NRo Porto Maravilha é a área onde antes passava o Minhocão (Perimetral) do Rio, que parte foi demolido e a outra parte desmontado e em seu lugar foi feito o moderno e turístico Boulevard Olímpico.

          NR: entre a perpetuação da estrutura decrépita e obsoleta e o progresso, os cariocas optaram pelo progresso.

          Assista ao vídeo e veja como vai sumindo o cinzento, o pardacento, o concreto, o asfalto e o feio  do Minhocão local (Perimetral) e vai surgindo o verde, com possibilidades inúmeras ,                        comércio, geração de empregos, desenvolvimento, turismo etc.

https://www.youtube.com/watch?v=pvjKn1bXW4w&t=40s

          E em São Paulo, a maior capital da América do Sul e em pleno século XXI, o que vemos?

          Como uma cicatriz medonha, cortando o rosto da cidade de São Paulo, o Minhocão vai a tudo degradando e poluindo ao longo de seus 2 kms e 800 metros.

          Os milhares de moradores tem de conviver com a “incomodidade insuportável” (expressão cunhada pelo Promotor de Urbanismo e Habitação do Ministério Público, Dr. César Martins), onde privacidade deles é violada e se sentem como animais num zoológico.

          Enquanto em grandes cidades do mundo, tais como Boston, Seul, Madrid, Montreal, Lyon, Barcelona, Vancouver, Los Angeles etc eliminam o pardacento e poluído Minhocão local,            dando lugar ao verde e reurbanização da área, em São Paulo, lamentavelmente o que temos é o que mostra as fotos acima.

 

 

 

 

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nov 18 2018

Imprensa MDM

Minhocão: jardim vertical seca. Quem se responsabiliza?

I N FO R M A

19/11/18

JARDIM VERTICAL NO MINHOCÃO SECA

Segundo a firma que instalou o 4º Jardim Vertical no Minhocão,

seu desenho seguiu a lenda ribeirinha 

de objeto místico que é reinterpretada e apresenta-se

em forma de uma face gigante de carranca.

E , por falta de manutenção, a carranca… secou…

Moradores questionam:  

quanto custou ao município essa experiência? Porque secou?

Ponderação de um especialista

     O especialista, David Abrão, Presidente do Sindicato dos Floristas e Jardineiros havia ponderado e alertado sobre o alto custo do jardim vertical no Minhocão e sua real eficácia.

     Afirmou que enquanto um metro quadrado de jardim, no chão, fica entre 60 e 80 reais, no jardim vertical o metro quadrado fica em cerca de oitocentos reais, mais a manutenção que é igualmente muito cara.

     O especialista questionou a eficácia do jardim vertical no Minhocão, que para ter algum resultado benéfico – assimilar a um pouco da poluição e barulho – precisaria que fosse instalado na frente do prédio, voltado para o Minhocão. Ora, a maioria deles foram instalados nas empenas cegas laterais dos prédios, colocando em dúvida sua real eficácia.  

13/11/18

JARDINS VERTICAIS

     Cerca de quatro anos antes da criação da lei do parque Minhocão, o elevado João Goulart foi palco de uma disputa entre a Promotoria do Meio Ambiente e a administração sobre o uso de jardins verticais para amenizar o impacto causado pela derrubada de árvores. 

     Em 2015 e 2016, sete jardins verticais foram instalados na fachada de prédios no entorno do Minhocão como uma nova forma que as empresas encontraram de fazer a compensação ambiental de empreendimentos na capital. 

 

     A Promotoria questionou a prefeitura e alegou que se tratava de uma troca insuficiente. Em seu parecer na ocasião, o promotor Carlos Henrique Prestes Camargo usou o termo “árvores emparedadas” para se referir ao modelo de plantio. 

     Entre os motivos para não considerar os jardins verticais como forma de compensação ambiental, o promotor citou a irrelevância diante da impermeabilização do solo, causada pelo desmatamento. 

A prefeitura contestou a ação civil pública na Justiça, mas acolheu acordo e revogou, em setembro, o decreto que permitia a instalação de jardins verticais como compensação ambiental, sem prejuízo aos já existentes. 

     A gestão Bruno Covas, então, passou a recomendar os jardins verticais como uma forma de estímulo de bom uso das chamadas “empenas cegas”, face do prédio sem janelas. 

     No parecer, o promotor também questiona o fato de o contrato da prefeitura com as empresas ter previsto apenas seis meses de manutenção após a instalação dos jardins verticais. (…)

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/10/plano-preve-troca-de-divida-ambiental-pelo-plantio-de-arvores-no-minhocao.shtml

*     *     *

                    NR: sobre o assunto jardim vertical, é esclarecedor artigo de DAVID ABRÃO CALIXTO, PRESIDENTE DA APAJAFESP ASSOCIAÇÃO DOS PAISAGISTAS, JARDINEIROS, FLORISTAS, ECOLOGISTAS E EMPRESAS DO SETOR, que sobre jardins verticais no Minhocão, afirma: “a iniciativa é altamente dispendiosa, de alto custo: a partir de R$ 800 por m² de empena; é preciso manter um sistema automático de irrigação e fertilização. E os resultados parecem ser questionáveis.

 

        Em primeiro lugar, deve-se ter presente que os edifícios e condomínios são regidos por uma “constituição”, ou seja, sua Convenção/Regulamento. Ela estabelece normas objetivas para preservar a integridade do prédio , disciplinar e ordenar a boa convivência entre os condôminos, evitando-se assim entre outras coisas, eventual arbítrio da figura do Síndico que de dois em dois anos se alterna na administração.

 

        Uma dessas regras estabelecidas pela Convenção dos condomínios, em conformidade com o que determina a Lei número 4.591 e outras posteriores, é a de que não é permitida alteração da fachada do edifício:

 

        “Capítulo XÉ Proibido – (…) 5º ) Efetivar qualquer modificação que altere a forma ou aspecto externo do Edifício”.

 

        Consultado o SECOVI-SP, Sindicato da Habitação,a respeito do assunto jardins verticais, recebemos de Alexandre Callé, Assessor Jurídico – Departamento Jurídico SECOVI-SP, a seguinte resposta:

           (…) “Alguns cuidados devem ser observados pelos condomínios, de modo que não acarrete prejuízos aos seus condôminos. Por exemplo, deverá o profissional responsável pelo projeto demonstrar que a instalação do jardim não irá comprometer a impermeabilização da edificação diante possíveis vazamentos, infiltrações e até mesmo bolor dentro das unidades.

           Deverá ser observada a questão da manutenção do jardim, pois, não é um sistema fácil de ser tratado, até mesmo diante da altura em que os trabalhos deverão ser realizados, com a observação das normas de segurança aos funcionários.

 

           Apesar das vantagens, o custo para a instalação e manutenção do jardim vertical é muito alto, podendo implicar gastos excessivos aos condôminos.

 

           É necessário manter um sistema automático de irrigação e fertilização. Logo, é importante que o assunto seja tratado previamente em assembleia com muito esclarecimento e cuidado.

 

           Outro aspecto que deve ser observado é com relação à segurança e à viabilidade técnica do projeto, para que a edificação não sobra prejuízos futuros em sua estrutura e também não cause danos às unidades privativas.

 

           Superada a questão técnica, o próximo passo é a aprovação em Assembleia Geral, especialmente convocada para a deliberação sobre o assunto.

 

           Apesar da controvérsia que cerca o tema predomina, o entendimento é que qualquer tipo de obra que implique na alteração da fachada, reclama o quórum unanime (100%) de todos os condôminos da edificação (art. 1.336, III, do Código Civil)[1].

 

           [1]Art. 1.336. São deveres do condômino: III – não alterar a forma da fachada, das partes e esquadrias externas;

             

            O espírito da lei contido no art. 1.336, III, do Código Civil, que estabelece da vedação de ser alterada a fachada, decorre da necessidade de preservação das condições estéticas e da estrutura arquitetônica do conjunto, que é patrimônio comum doscondôminos.”

 

            Além das ponderações do Assessor Jurídico do SECOVI-SP,ocorre-me as seguintes questões sobre a instalação de “jardim vertical”, na parede externa de edifício:

 

            1º ) com sua instalação, a contínua umidade gerada pela água, não ocasionará infiltrações nas paredes dos apartamentos?

 

            2º ) a instalação e manutenção de todo o mecanismo para manter o “jardim vertical” não resultará em  aumento substancial na conta de água e de luz para o prédio?

 

            3º ) essa parede do “jardim vertical”, continuamente umedecida, não atrairá mosquitos e outros insetos, ocasionando doenças nos moradores e obrigatoriamente aumentando gastos com dedetizações mais frequentes etc?

 

             4º ) No caso de arrependimento de uma administração condominial na instalação do “jardim vertical”, o contrato pode ser rescindido? Há multa? Sim ou não?

 

             Tenho informações de prédio que teve amarga e dolorosa experiência com a instalação de “jardim vertical”, com todos os aspectos negativos acima enumerados.

 

              Uma pergunta que não quer calar: porque a iniciativa de “jardim vertical” se restringe,no momento, apenas aos prédios ao longo do Elevado Costa e Silva – Minhocão e não a outros bairros da capital e não começaram por exemplo pelo Braz, onde é um dos locais que tem menos área verde por metro quadrado?

 

              E para finalizar, uma última pergunta. Não é mais simples e menos oneroso desmontar essa “cicatriz urbana” que é o Elevado Costa e Silva – Minhocão, como o rotula os maiores especialistas na matéria?

 

              Porque não fazer ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão  belo boulevard ou bela avenida, ajardinada, florida, com árvores de grande porte?

 

              Através delas se teria o fenômeno efeito clorofila que atraia nuvens/chuva para nossa cidade tão carente de água. E assim não teríamos a perpetuação dessa horrível ilha de calor de concreto e asfalto, que é o Minhocão, área degradada onde há 47 anos não entra um único raio de sol, com altos níveis concentrados de poluições atmosférica, sonora e visual que agridem a saúde da população?

 

              Não é mais simples jardim no chão, mais natural, mais orgânico e que os próprios comerciantes cuidariam, por ser como que um “cartão de visitas” em frente de suas lojas, evitando assim gastos onerosos para a administração municipal?

 

              Numa região central, que carece de postos de saúde, creches, hospitais municipais, CEUs etc, será razoável esse gasto de milhares de reais em instalação de cada “jardim vertical”, iniciativa meramente estética, aliás, altamente dispendiosa e de resultados questionáveis como expomos?”

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nov 18 2018

Imprensa MDM

FOLHA DE SÃO PAULO QUALIFICA COMO “PÉSSIMO” O ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO MINHOCÃO

I N F O R M A

MINHOCÃO SOFRE COM MÁ CONSERVAÇÃO

Imagem geral mostra o péssimo estado de conservação 

do Elevado Presidente João Goulart, 

 mais conhecido como Minhocão  

Minhocão

     Em resposta à reportagem (“Plano prevê troca de dívida ambiental pelo plantio de árvores no Minhocão”), aprefeitura esclarece que não há decisão a respeito do projeto privado apresentado à PMSP.

     Já foram detectados problemas de engenharia, de legislação e de viabilidade econômica. Está sendo estudada outra intervenção, cuja viabilidade se daria através de outorga onerosa, não por TCAs.

     Ele se dará em duas etapas, com o encaminhamento de demandas do Ministério Público relativas à segurança e acessibilidade e a elaboração de um projeto urbanístico mais abrangente.

          Luiz Motta, secretário especial de comunicação em exercício

https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2018/10/irresponsabilidade-que-nos-trouxe-ate-aqui-nao-e-so-do-pt-diz-leitor.shtml


13/10/18

Plano prevê troca de dívida ambiental

pelo plantio de árvores no Minhocão

Construtora investiria na estrutura de parque no elevado

em troca de aval para desmate em sua obra

Mari

          SÃO PAULO – A Prefeitura de São Paulo estuda um plano para o Minhocãono qual empresas com dívida ambiental com o município acertariam essas contas através do plantio de árvores no elevado, na região central.

          O projeto foi apresentado por uma empresa ao conselho criado pela gestão para transformar o Minhocão em um parque. O órgão foi criado nesta semana e é formado por três membros de diferentes secretarias.

          A ideia é que a estrutura de concreto inaugurada em 1970, uma vez fechada ao trânsito e transformada em parque, o que não há prazo para ocorrer, seja preenchida por vegetação como uma forma de compensação ambiental. O plantio, no caso, funcionaria como uma espécie de indenização cobrada pela administração a donos de terrenos em troca de autorizações para desmatar em áreas de construção de empreendimentos. Procurada, a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) diz que recebeu o estudo e irá avaliá-lo. 

          Ainda não há detalhes sobre como será feito o plantio das árvores, se no canteiro central ou ao longo das faixas de rolamento. O parque Minhocão foi criado a partir de uma lei municipal promulgada em fevereiro deste ano (…). 

          Detalhes preliminares, como a instalação de portões em todos os acessos, a definição dos horários de funcionamento, a instalação de banheiros químicos e a forma de assegurar a privacidade dos moradores dos prédios em seu percurso ainda vão ser discutidos pelo conselho gestor recém-formado. (…)

          Outra iniciativa recente em direção à criação do parque foi a liberação de R$ 781,3 mil para a Secretaria de Urbanismo elaborar um projeto preliminar de reurbanização do elevado. 

          O estudo irá incluir avaliações a respeito da acessibilidade, iluminação pública e paisagismo, entre outros. 

          É preciso avaliar também o impacto do trânsito que seria deslocado do elevado para ruas e avenidas hoje abaixo e no entorno do Minhocão.

          Enquanto isso, a estrutura de concreto do elevado sofre com a falta de manutenção. Arbustos chegam a brotar no concreto como resultado do vazamento constante no encanamento, e as grades de segurança são alvos de furtos.

          Em dias de chuva forte, as pilastras escoam a água que se acumula em cima do elevado. “Um dos canos está quebrado e, quando chove, vira uma cachoeira”, diz o comerciante Ronaldo Coutella, 64, que vive há décadas no entorno do Minhocão. 

          De dentro de sua loja de móveis antigos, na rua Amaral Gurgel, ele avista os postes de luz que ficam acessos dia e noite na via de rolamento. “É um desperdício de energia, e nós pagamos por isso”, diz ele, que se preocupa com o aumento do trânsito no caso de fechamento definitivo do elevado. (…) 

            https://www1.folha.uol..br/cotidiano/2018/10/plano-preve-troca-de-divida-ambiental-pelo-plantio-de-arvores-no-minhocao.shtml

https://youtu.be/AMJrKkORYD4

Assista aos videos da degradação em que está a estrutura do Minhocão clicando no link acima

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nov 17 2018

Imprensa MDM

Viaduto que arriou em São Paulo pode gerar responsabilização criminal, dizem advogados

 

INFORMA

São Paulo, 17 de novembro de 2018 – p. 3

Viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros

 

Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

17 Novembro 2018

Minhocão

O Minhocão está em estado lastimável. Tem plantas daninhas crescendo nas juntas e mais de 1.500 pontos de infiltração. Quando chove, caem cachoeiras de água sobre as pessoas embaixo. Não há jeito para essa estrutura de 47 anos, sem manutenção. Ela concentra poluição, não tem segurança.  A única solução é desmontar essa estrutura que só dá problemas e pode cair. Fazer como na cidade do Rio de Janeiro: desmontaram o “minhocão” de lá e fizeram o lindo Boulevard Olímpico. 

MARLENE KLAIOM DA SILVEIRA

[email protected]

São Paulo

 

Tragédias anunciadas

Os viadutos e pontes da cidade de São Paulo são submetidos a chuva, poluição e enormes esforços de movimentação, diuturnamente, durante décadas. Não é preciso ser nenhum sábio para perceber que uma hora vai vencer a validade de todos eles. Adiar o planejamento dos trabalhos de recuperação é ter a certeza de tragédias, em breve. 

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

[email protected]

São Paulo

 

Crise e oportunidade

A péssima notícia sobre o viaduto na Marginal do Pinheiros que afundou é mais uma ótima oportunidade para avaliarmos a capacidade da Prefeitura, de suas secretarias e, principalmente, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Mas a população terá interesse em acompanhar detalhes das ações e da operação que serão postas em andamento? Em pouco tempo a cidade de São Paulo teve de interditar dois viadutos importantíssimos, um na Avenida dos Bandeirantes e outro na Marginal do Tietê. Suponho que os órgãos responsáveis tenham dados que ajudem a minimizar os impactos da interdição de uma das principais vias da cidade. Se os têm, está na hora de apresentar à população o que se vai fazer e por que se fará, com detalhes, não o que se diz naquelas entrevistas rápidas, superficiais, inócuas. Imagino que as autoridades saibam qual é a curva de adaptação da população à nova realidade de trânsito e como esta se dá. É uma informação importantíssima para direcionar futuras intervenções necessárias para recolocar São Paulo no cenário mundial, posição que vem perdendo. (…) Crime e desordem urbana estão intimamente associados. O afundamento desse viaduto é uma ótima oportunidade para descobrirmos de fato em que cidade vivemos e para onde queremos seguir.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

[email protected]

São Paulo

 

 

Viaduto que arriou em São Paulo pode gerar

responsabilização criminal, dizem advogados

Especialistas em Direito dizem que Prefeitura tem responsabilidade civil pelo ressarcimento de danos e que agentes públicos podem ser alvo de ações de natureza criminal

Paulo Roberto Netto e Fausto Macedo

O ESTADO DE SÃO PAULO – 17 Novembro 2018

     O impressionante caso do viaduto que arriou cerca de 2 metros e pode até desabar na Marginal Pinheiros deve gerar responsabilidade criminal a agentes públicos que tinham o dever de conservar sua estrutura em bom estado, sem contar eventuais ações judiciais na esfera cível. A avaliação é de advogados consultados sobre a ‘queda’ que provocou transtornos no trânsito da capital neste feriado.

     “O desabamento do viaduto na marginal Pinheiros, se comprovada a falta de manutenção, pode gerar responsabilidade penal de quem tinha o dever legal de evitar o resultado”, afirma João Paulo Martinelli, criminalista e professor do curso de pós-graduação de Direito Penal e Econômico da Faculdade de Direito do IDP-São Paulo.

     Segundo o professor, ‘sempre que há problemas em estruturas públicas, o dever legal de evitá-los cabe a quem, por lei, deve garantir sua manutenção’.

     “O Código Penal prevê o crime de desabamento ou desmoronamento, em seu artigo 256, que se configura quando houver risco à integridade física, à vida ou ao patrimônio de alguém.”

     Martinelli observa que, no caso, alguns motoristas ficaram expostos ao perigo e tiveram danos em seus carros. “Esse crime também comporta a modalidade culposa, ou seja, pode ser resultado de negligência da autoridade competente para a manutenção.”

     Os especialistas destacam que, do ponto de vista do Direito Público, ‘a Prefeitura tem responsabilidade objetiva pela manutenção dos viadutos, respondendo por qualquer situação que acometa os equipamentos pela falta de cuidados preventivos’.

     “A prefeitura tem responsabilidade objetiva nesse caso, não é possível que a engenharia não seja capaz de prever essa situação”, assinala Mônica Sapucaia, especialista em Direito Administrativo, doutora e mestre em Direito Político e Econômico e professora do IDP-São Paulo.

     Sapucaia lembra do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público para tratar situações semelhantes. “Se em 2007 já tinha sido feito um TAC, isso significa que desde então se tem consciência da necessidade de ter um política pública consistente e constante”, pondera. “Logo, quando não faz, a prefeitura assume o risco e por isso precisa responder pelo dano.”

     Especializada em Direito Civil do Peixoto & Cury Advogados, Fabiana Fonseca Dicezare diz que a teoria do ‘risco administrativo ajuda explicar a responsabilidade da Prefeitura’.

     Por este entendimento, diz Fabiana Dicezare, o dano sofrido pelas pessoas no caso do viaduto da Marginal Pinheiros deve ser reparado independentemente de culpa ou dolo dos agentes públicos.

     Ela explica. “A responsabilidade civil dos entes estatais, prevista nos artigos 37, § 6º, da Constituição Federal de 1988, e 43, do Código Civil, segue a teoria do risco administrativo, segundo a qual o Estado deve reparar o dano sofrido pelo particular independentemente de culpa ou dolo, configurando-se, desse modo, a responsabilidade objetiva, tanto para as condutas estatais comissivas quanto para as omissivas.”

     A advogada diz que, como houve TAC com o Ministério Público acerca dos viadutos, pode ser configurada negligência. “A negligência do Município se traduz no fato de que, desde 2007, ano em que celebrou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, o Município estava cientificado dos problemas, e, mesmo assim, não empreendeu as necessárias medidas de conservação das pontes e viadutos, expondo toda a população a um risco desnecessário”, ressalta Fabiana Dicezare.

     “O Município se omitiu, quando deveria ter agido, podendo-se afirmar, então, que responderá pelos danos causados aos paulistanos.”

https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/viaduto-que-arriou-em-sao-paulo-pode-gerar-responsabilizacao-criminal-dizem-advogados/

 

*     *     *

São Paulo, 16 de novembro de 2018 – p. 3

Depoimento de Lula e queda de viaduto motivaram mensagens para a Folha

     O incidente põe em foco novamente o problema do Minhocão, praticamente sem manutenção. O volume de pontos de infiltração compromete sua capacidade de carga, algo que só se resolve com o desmonte dessa estrutura obsoleta.

Francisco Gomes Machado (São Paulo, SP)

https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2018/11/criados-em-cultura-socialista-cubanos-sabem-que-salario-vai-para-bem-estar-diz-leitor.shtml

____________________________________________________________________________________________________________________

            NR: aqui segue a carta na integra, resumida pela FOLHA, certamente por razões de espaço.

        “Viaduto da pista expressa da Marginal Pinheiros, cedeu cerca de 2 metros. Não revela a precariedade e falta de manutenção dos viadutos da capital?

        O incidente põe em foco novamente o problema da estrutura decrépita e obsoleta do Elevado João Goulart – Minhocão47 anos de uso. Praticamente sem manutenção.

        A Engenheira Civil de  Estruturas, Dra. Karen Niccoli Ramirez (USP), em estudo, revelou existirem mais 1.500 (mil e quinhentos) pontos de infiltração d´água, nas juntas do elevado João Goulart – Minhocão. O que compromete sua estrutura e capacidade de carga. 

        “Ferrugem e umidade afetam estrutura do Minhocão,  advertem especialistas”.

        Minhocão: problema estrutural que só se resolve com o a desmonte dessa estrutura arcaica, obsoleta e em seu lugar se faça belo Boulevard, ou parque, no chão, como no  Rio, Boston, Montreal, Lyon, Seul, Madrid, atraindo o progresso, turismo etc”.

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nov 15 2018

Imprensa MDM

Viaduto cede em SP e interdita trânsito – Minhocão: tragédia anunciada?

Viaduto cede em SP e interdita trânsito

 

Minhocão: tragédia anunciada?

          SÃO PAULO, 15/11/18 – Viaduto da pista expressa da Marginal Pinheiros, próximo à Ponte do Jaguaré, cedeu cerca de 2 metros. O fato não revela a precariedade e falta de manutenção dos viadutos da capital?

          O incidente coloca em foco novamente o problema da estrutura decrépita e obsoleta do Elevado João Goulart – Minhocão – com 47 anos de uso, praticamente sem manutenção e que conforme a Engenheira Civil de  Estruturas, Dra. Karen Niccoli Ramirez (USP), que informou sobre estudo que revelou existirem mais 1.500 (mil e quinhentos) pontos de infiltração d´água, nas juntas do elevado João Goulart – Minhocão – , comprometendo sua estrutura e capacidade de carga.

          “Ferrugem e umidade afetam estrutura do Minhocão,  dizem especialistas”, revela matéria do repórter Felipe Souza – para a Folha http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1219593-ferrugem-e-umidade-afetam-estrutura-do-minhocao-dizem-especialistas.shtml

          Soma-se a problemática acima, a insegurança, a invasão de privacidade e os problemas de saúde que a estrutura do Minhocão provoca em mais de 230 mil moradores que residem ao longo de seus 2 kms e 800 e entorno.

          O nível absurdo da poluição é atestado por Laudo Técnico da Faculdade de Medicina da USP:

          – “ Com ou sem carros, ‘Minhocão’ é 79% mais poluído que o resto da cidade de São Paulo. Sob a ótica da saúde pública, a situação é gravíssima” (*).

          “O Corpo de Bombeiros não recomenda a utilização do Elevado João Goulart  (antigo Elevado Costa e Silva), para fins diversos do que foi concebido (via expressa elevada para trânsito de veículos)”, afirma em Ofício ao Ministério Público,  o Comando da entidade.

          Por sua vez, o Coronel Luis Henrique di Jacintho, Comandante Polícia Militar – Área Metropolitana – em Ofício de 14/3/16 ao Ministério Público, afirma: 

         (…)  “Diante do exposto, sugiro à Vossa Excelência medidas judiciais cabíveis afim de que o Elevado João Goulart – Minhocão –seja impedido de ser palco para qualquer tipo de utilização diversa àquela para  a qual foi concebido”.

          Lembrando que o Artigo 132 do Código Penal Brasileiro, caracteriza como “crime” colocar pessoas em local de risco de vida e à saúde.

          Dr. Sérgio Ejzenberg é consultor da ONU; foi colaborador da CET de São Paulo durante 15 anos. Especialista em Transportes realizada na França através da Agência para a Promoção Internacional das Tecnologias e das Empresas Francesas (ACTIM), afirma:

          “O Minhocão não faz falta nenhuma. (…)

          A estrutura traz degradação e não tem remédio para isso. Portanto, o Minhocão continuando lá, na General Olímpio da Silveira, na São João, na Amaral Gurgel, em toda aquela região, seja o que for que tenha lá em cima, vai causar degradação urbana”.

          Resumindo: a estrutura do Minhocão só gera problemas e gastos para a Prefeitura e viola os direitos humanos constitucionais básicos de milhares de moradores.

          A única solução é a remoção dessa estrutura, que há 47 anos provocou um apagão urbanístico e degradou essa região central e assim haverá revitalização e requalificação da área, atraindo o progresso, comércio e o turismo para o centro de São Paulo, com belo Boulevard, ou parque (no chão), com árvores frondosas, jardins, ciclovia etc.

          Em boa hora o jovem Vereador Caio Miranda apresentou o Projeto de Lei 98/18, pelo qual a Câmara autoriza o Prefeito a desmontar essa estrutura arcaica, obsoleta, como já feito no Rio, Boston, Lyon, Montreal, Madrid, Seul, Barcelona.

          Audiência Pública sobre esse importante assunto  para o progresso da cidade está marcada para o próximo dia 3/12/18, às 18 horas na Câmara Municipal.

Francisco Gomes Machado – Diretor do MDM – Movimento Desmonte Minhocão 

e Vice-Presidente do CONSEG – Conselho de Segurança – de Santa Cecília,

Av. Higienópolis, Barra Funda e Campos Elíseos      

https://www.minhocao.net.br/     [email protected]

 

Minhocão, 2018 -Tragédia anunciada?  47 anos de uso.

Praticamente sem manutenção, onde crescem plantas daninhas nas juntas;

infiltrações e alagamentos comprometem a estrutura

.

Assista ao video e veja o estado atual do Minhocão clicando em

 

 

 

 

Assista ao vídeo: https://youtu.be/AMJrKkORYD4

 

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