ago 17 2018

Imprensa MDM

Minhocão – Furto de telas de proteção deixa pedestres em risco

Furto de telas de proteção deixa pedestres em risco no Minhocão

Vãos de muretas laterais estão abertos; Prefeitura de SP promete providências

Ricardo Kotscho

SÃO PAULO

 

No trecho entre o largo santa cecília e a Praça Marechal Deodoro,

cerca de 300 metros de pista  estão com os vãos totalmente abertos, 

a 8 metros de altura do solo, ;

um perigo constante para crianças e cachorros

que passeiam ali aos sábados e domingos,  quando o minhocão vira um parque suspenso

 

O elevado João Goulart,  no centro de SP, passou a ter suas telas de proteção  das muretas laterais furtadas,  colocando em perigo crianças e cachorros,  que passeiam ali aos sábados e domingos, quando o minhocão vira um parque suspenso.

     Mudaram o nome oficial de Presidente Costa e Silva para Presidente João Goulart, plantaram jardins verticais em vários prédios, recuperaram o asfalto, fecharam o trânsito à noite e nos finais de semana, mas um novo perigo ronda o “Minhocão do Maluf”, como é conhecido por muitos paulistanos o elevado de 3.400 metros que liga as regiões leste e oeste da cidade de São Paulo.

     Com a dispersão da cracolândia por bairros vizinhos, dependentes químicos que vivem sob o elevado e nas praças junto às alças de acesso passaram a furtar as telas de proteção das muretas laterais, feitas de ferro galvanizado e vendidas em casas de sucata.

     No trecho entre o largo Santa Cecília e a praça Marechal Deodoro, cerca de 300 metros de pista estão com os vãos totalmente abertos, a oito metros de altura do solo —um perigo constante para crianças e cachorros que passeiam por ali aos sábados e domingos, quando o Minhocão vira um parque suspenso.

     Há também falhas em outros pontos do trajeto e não se vê nenhuma placa de aviso para quem faz passeios a pé entre a praça Roosevelt, na Consolação, e o largo Padre Péricles, na Água Branca.

     Obra mais contestada da história urbana da cidade, desde a sua construção pelo então prefeito Paulo Maluf, nomeado pelo general Costa e Silva no início dos anos 70 do século passado, o elevado que serpenteia entre prédios já levou até à criação de um Movimento Desmonte Minhocão, que defende a desativação da estrutura de concreto.

     Segundo Francisco Machado, diretor do movimento, o custo do desmonte do Minhocão foi orçado em R$ 28 milhões, e o prazo para concluir o serviço seria de seis meses. Mas nenhum prefeito levou adiante o projeto, várias vezes discutido na Câmara.

     O Plano Diretor aprovado em 2014 chegou a prever o fechamento total do viaduto aos carros em 2029 —e até lá um aumento progressivo da abertura aos pedestres.

     Além da insegurança devido à falta das telas de proteção, outros problemas afetam os 230 mil moradores do entorno do elevado João Goulart.

     O maior deles é a poluição sonora e do ar. Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo apresentado pelo Movimento Desmonte Minhocão indica que o ar no entorno do elevado é 79% mais poluído que o do resto da cidade, provocado em grande parte pela fumaça dos ônibus movidos a diesel.

     Outro ponto que preocupa os vizinhos da obra é a segurança, depois que a cracolândia se espalhou pelas ruas do entorno. “Hoje, encontramos traficantes e moradores de rua circulando por ali, que também têm a sua saúde agredida”, diz Machado.

     Também há problemas provocados por centenas de pontos de infiltração. O crescimento de arbustos nas fendas do concreto do elevado é um sinal de alerta para a corrosão das estruturas de aço e concreto afetadas pela ferrugem. 

     Quando estava na prefeitura, em fevereiro, João Doria (PSDB), que saiu do cargo em abril para se candidatar ao governo de São Paulo, vetou o desmonte da obra e chegou a sancionar uma lei que cria o parque municipal do Minhocão, um jardim suspenso erguido sobre a atual pista.

     Doria justificou que estudos técnicos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) chegaram à conclusão de que a via não pode ser desativada até que “se proceda as melhorias no sistema viário a ser impactado em decorrência da desativação da via elevada em questão”.

     Bruno Covas (PSDB), que assumiu em março, ainda não se manifestou sobre o destino do Minhocão, a grande obra de Maluf, que já completou 46 anos e ainda causa polêmicas. Por enquanto, a via fica aberta para carros de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h.

José Geraldo, 60, e sua mulher Herondina Oliveira, 65, favoráveis à demolição

Fotos: Eduardo Knapp/Folhapress

     Nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, o Minhocão, que deveria ser uma via expressa, enfrenta congestionamentos diários.

     Questionada pela Folha sobre a falta das telas de proteção, a Prefeitura Regional Sé informou que realizará vistoria no local mencionado e tomará as medidas necessárias.

     O departamento jurídico registrou boletim de ocorrência de furto dos materiais na região. A gestão Covas informou que, em caso de flagrante de furto do material, a população deve informar a Polícia Militar ou a Guarda Civil Metropolitana, nos telefones 190 ou 153, respectivamente.

O MINHOCÃO

3.400 metros é a extensão do elevado

300 metros de pista estão com os vãos totalmente abertos

7h às 20h é horário em que a via fica aberta para carros de segunda a sexta-feira

2029 foi a data prevista no Plano Diretor para fechamento total do viaduto aos carros em 2029

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/08/furto-de-telas-de-protecao-deixa-pedestres-em-risco-no-minhocao.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa

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jul 29 2018

Imprensa MDM

É POSSÍVEL DESMONTAR O MINHOCÃO? O PROJETO

É POSSÍVEL DESMONTAR O MINHOCÃO?

 

O PROJETO

NR: atendendo a inúmeros pedidos, publicamos no Site MDM,

como exemplo, um Projeto Técnico do Desmonte do Minhocão,

feito por renomada firma nacional, com diplomas e prêmios.

 

Conscientizados do caráter histórico da obra,

que irá acabar com o apagão urbanístico provocado por essa estrutura

obsoleta e que só causa problemas e gastos para a Prefeitura,

o referido Projeto/Orçamento

foi fornecido gratuitamente à comunidade.

 

Já apresentado em vários órgãos municipais, 

a exposição do Projeto Desmonte Minhocão

tem sido feita também em

Universidades, Condomínios etc

com total adesão e incentivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Projeto de “parque” sobre o Minhocão: 400 milhões de reais.

somente para adaptar a estrutura obsoleta, do século passado, de 47 anos atrás,

que provocou um apagão urbanístico, degradação de importante área central de São Paulo,

detonando o comércio, gerando sérios problemas de segurança, saúde, invasão de privacidade

e “incomodidade insuportável“, como qualificou o Promotor de Justiça

de Urbanismo e Habitação do Minstério Público, Dr. César Martins

a milhares de moradores

que residem ao longo dos 2 kms e 800 metros dessa aberração urbanística.

          Concluindo: muitos se perguntam porque não se procede logo ao Desmonte do Minhocão.

        Porque não seguir a tendência moderna de grandes metrópoles 

que resolveram o problema da degradação de áreas centrais,

desmontando/demolindo os “Minhocões” locais, tais como 

Lyon (França), San Francisco, Boston (Estados Unidos), Barcelona (Espanha), 

Montreal (Canadá), Seul (Coréia), Rio de Janeiro?

          Porque não se reurbaniza e requalifica a região, com a eliminação dessa estrutura do Minhocão, transformando essa cicatriz purulenta e horrorosa na face da cidade de São Paulo

em belo Boulevard/Parque, novo cartão postal?

 

          Com a palavra o Prefeito Bruno Covas. 

 

          Conta-se com sua visão moderna e empreendedora.

 

          E com sua consciência do caráter histórico da iniciativa do Desmonte do Minhocão.

 

          O que sem dúvida marcará sua gestão a frente da Prefeitura da 3ª maior metrópole do mundo.

 

          É o que a comunidade deseja e espera do nosso jovem e dinâmico Prefeito.

 

*     *     *

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jul 19 2018

Imprensa MDM

DCI: “`MINHOCÃO´ É APONTADO COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA”

DCI SP- Diário Comércio Indústria e Serviços

 5ª feira, 19/07/2018

Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

mostra que entorno do Elevado João Goulart

é 79% mais poluído que o resto da cidade

´Minhocão` é apontado como problema de saúde pública

GESTÃO

Fernanda Gütschow

São Paulo

  • O elevado João Goulart, popularmente conhecido Minhocão, é79 % mais poluído do que o resto da cidade de São Paulo. Os dados são do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina  da Universidade de São Paulo (FMUSP).

                          O estudo mostra que o grande culpado pela grande taxa de poluição é o corredor de ônibus que passa por baixo da estrutura, conectando o leste ao oeste da capital paulista. De acordo com Francisco Machado, diretor do Movimento Desmonte Minhocão(MDM), o Elevado atua como um grande tampão para os gases. “O Minhocão não permite que os gases que são emitidos pelo veículos se dispersem pela atmosfera. Eles acabam invadindo comércios e apartamentos”, comentou.

                          Além disso, a estrutura não permite que os raios de sol entrem na parte de baixo, tornando a área insalubre. “Hoje, encontramos traficantes e moradores de rua embaixo do Minhocão e eles também tem sua saúde agredida”, disse o Diretor do Movimento. A concentração desses grupos afetou também o comércio da região, que teve muitas portas fechadas por cauda do aumento da criminalidade.

Privacidade  

                          Há outras questões que afetam os 230 mil moradores do entorno do Elevado João Goulart. A falta de privacidade de quem habita a região é inegável, diz Machado. “Quando não estão passando carros, tem gente olhando para dentro de sua casa. Você tem que ficar com janelas e cortinas fechadas o tempo todo”, disse, destacando que a desativação da estrutura é “urgentíssima”, por ser inadequada e inconveniente.

                          Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o Minhocão é desnecessário pois as faixas duplicadas das Marginais fazem o papel do viaduto construído na década de 1970. O atual Plano  Diretor Estratégico (PDE) da cidade determina a criação de uma lei para vetar o trânsito de automóveis ou até mesmo a demolição da vida.

                          Em fevereiro, a lei que cria o parque municipal do Minhocão foi publicada no Diário Oficial do município. O então Prefeito, João Doria sancionou a lei que cria o parque e estabelece a desativação progressiva do Elevado. Mas vetou a possibilidade de demolição da via, conforme previsto no Plano Diretor. O desmonte não seria complicado pois as vigas são pré-moldadas e podem ser reutilizadas em outros projetos.

                          Machado apoia a criação do parque desde que o Minhocão seja desmontado. “Somos a  favor de um parque no chão e não a uma altura de 8 metros”, disse. A ideia de um parque sobre o Elevado não deve avançar porque, de acordo com Machado, o Corpo de Bombeiros já caracterizou a via como “sem as mínimas condições de segurança para pedestres”.

                          “Propomos uma bela, arborizada e ajardinada avenida, que seja um cartão postal de nossa cidade”, disse. O Movimento quer o desmonte do Minhocão para que haja a revitalização do comércio e a reurbanização da região, trazendo benefícios para todos. “Bruno Covas precisa escolher entre a manutenção da degradação da estrutura que imposta à população ou ter uma visão moderna e progressista para fazer o desmonte”, ponderou o entrevistado.

                          Procurada para mais informações sobre o futuro do Elevado João Goulart, a Prefeitura de São Paulo não deu resposta até o fechamento desta edição.

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jul 17 2018

Imprensa MDM

MINHOCÃO: DIRETOR DO MDM CONCEDE ENTREVISTA A UNIVERSITÁRIOS

É possível desmontar o Minhocão? Sim.

Qual será seu custo? R$ 28 milhões.

Como ficará o trânsito? Estudo da CET já prevê readequação.

Qual será o prazo da obra? 6 meses.

Diretor do MDM, Francisco Machado

concede entrevista a universitários de arquitetura da Universidade Mackenzie

Francisco Machado (MDM) respondeu questionamentos.

Refutou objeções. Informou.

Esclareceu e desmistificou o atual e importante tema:

o que fazer com a estrutura do Elevado João Goulart (Minhocão)?

O Plano Diretor prevê fim do Minhocão.

O artigo 375, da lei número 16.050, do Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2014,

determina criação de lei para vetar o trânsito de automóveis no lugar

ou até mesmo a demolição da via.

Determina o Plano Diretor Municipal da Cidade de São Paulo que “uma lei específica deverá ser

elaborada determinando a gradual restrição ao transporte individual motorizado no Elevado Costa

e Silva, definindo prazos até sua completa desativação como via de tráfego, sua demolição ou

transformação, parcial ou integral, em parque”.

          1 – Qual é a sua opinião a respeito da derrubada ou não do Elevado?

          Em primeiro lugar , uma palavra para os que ainda não tiveram possibilidade de conhecer o MDM – Movimento Desmonte do Minhocão.

          Do que se trata? É um movimento pacífico, ordeiro, apolítico e apartidário, que reúne inúmeros moradores, lideranças comunitárias da região, especialistas e interessados no assunto.

          O atual Plano Diretor do Município de São Paulo acendeu como que uma luz no fim de um túnel escuro, quando acenou para a possibilidade de Desmonte do Elevado João Goulart – Minhocão.

          Há quarenta e sete anos, ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros, o Minhocão degradou essa parte da região central, transformando-a em área insalubre, haja visto que há quatro décadas, sob suas pistas, não entra um raio de sol!

          Com razão, urbanistas e experts na matéria o qualificam como uma “cicatriz” no rosto de São Paulo.

          2 – Que problemas causa o Minhocão?

         Uma série de problemas como por exemplo os altos índices das poluições atmosférica, visual e sonora.

         Há outra agravante: o Minhocão é um elevado construído no meio de prédios residenciais!

         Insegurança!

Devido a proximidade com as pistas do Minhocão,

moradores cercam seus prédios com arame farpado, para evitar novos assaltos.

          Invasão de privacidade.

          Os moradores são fotografados em sua intimidade.

          A estrutura do Minhocão gera uma incomodidade insuportável a milhares de moradores. É uma aberração urbanística, imposta à população, sem nenhum estudo de impactos ambientais.

          Cito apenas dois exemplos.

          O jornal O GLOBO, em sua edição de 25/3/2015 noticia: “Poluição pode aumentar número de AVCs e potencializar a ansiedade, dizem estudos”. “Pesquisas revelam que o efeito da contaminação do ar pode ir além das doenças respiratórias”.

          A pesquisa publicada no “British Medical Journal” revela a relação entre poluição e AVC. O trabalho comprovou que a exposição ao monóxido de carbono, ejetado pelos escapamentos dos carros , aumenta o número de mortes por esta causa.

          O mesmo estudo médico informa que pessoas que moram perto de rodovias, distante de 50 a 200 metros, eram mais propensas a apresentar os problemas de saúde apontados.

          Ora, os moradores que vivem na frente das pistas do Minhocão, ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão, tem seus apartamentos a cerca apenas de 5 metros do elevado!

          Pode-se calcular o impacto impressionante sobre a saúde deles!

          Outro exemplo da situação dramática na qual vivemos.

          Com ou sem carros, ‘Minhocão’ é 79% mais poluído que o resto da cidade de São Paulo”.

          É o que mostram dados do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, que mediu a quantidade de material particulado, um tipo de poluição atmosférica.

          Ora, os moradores que vivem na frente das pistas do Minhocão, ao longo de seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão, tem seus apartamentos a apenas pouco mais de 5 metros do elevado!

          Pode-se calcular o impacto impressionante sobre a saúde deles!

          O Promotor de Justiça do Verde e Meio Ambiente do Ministério Público, Dr. Marcos Barreto declarou em sessão do I Forum sobre o Minhocão, na Câmara Municipal de São Paulo que visitou pessoalmente o local e qualificou a situação dos milhares de moradores que vivem ao longo e no entorno do mencionado elevado como “dramática”!

          Ou seja, é urgente o Desmonte do Minhocão em sua totalidade e se possível, já !

          Ele é um problema de saúde pública!

          O Desmonte do Minhocão é altamente benéfico para os mais de duzentos de trinta mil moradores-eleitores que habitam ao longo e no seu entorno, bem como para a cidade.

          3 – Quanto tempo levaria para desmontá-lo? E para concluir todo o projeto?

         Essa seria uma pergunta a ser feita aos engenheiros, urbanistas e arquitetos, que voluntariamente fazem parte de nossa equipe técnica, como por exemplo, os Drs. Lúcio Gomes Machado, Dra. Anne Marie, Dra. Vera Luz, entre outros.

1970/71 – Minhocão sendo montado

          O Desmonte do Minhocão é menos complicado do que parece, haja visto que ele foi montado e suas partes podem ser desmontadas e as vigas reutilizadas em outros locais, como pontilhões sobre córregos nas periferias etc, com boa economia para os cofres públicos.

          São 900 vigas pré-moldadas que podem ser retiradas, limpas da camada de asfalto e reutilizadas ou mesmo vendidas para outras finalidades. O custo de cada uma dessas vigas é em torno de 70 mil reais.

         4 – Duração do desmonte?

         A firma especializada consultada afirma que seria obra para seis meses.

         Trata-se de obra limpa, sustentável, sem entulho e reaproveitamento do material.

          As 900 vigas podem ser reutilizadas/vendidas e as pilastras de sustentação serão trituradas e transformadas em base para asfalto.

          5 – Há orçamento de quanto custaria o desmonte do Minhocão?

         Sim. Firma nacional, de primeiro mundo, com ISO Internacional forneceu gratuitamente orçamento dessa obra histórica, que seria o desmonte do Minhocão: 28 milhões e 234 reais.

          Observe que o desmonte do Minhocão é uma obra que se auto pagaria, pois as 900 vigas retiradas e vendidas a 70 mil cada, renderia aos cofres públicos 63 milhões reais. Ou seja, paga a obra do desmonte do Minhocão e ainda sobra caixa para se começar a fazer algo tipo um belo Boulevard/parque ao longo dos dois quilômetros e oitocentos metros de sua extensão.

Rio de Janeiro com o “Minhocão” local (Perimetral). 

Com seu desmonte/demolição, surge o belo Boulevard Olímpico,

novo cartão postal da cidade, atraindo milhares de visitantes e turistas.

Servido por moderno VLT

          Veja o que aconteceu no Rio. Os cariocas parece que foram mais ágeis, pois demoliram a Perimetral (cinco quilômetros e quinhentos metros) em tempo recorde e hoje podemos ver algumas áreas com calçadão, árvores de grande porte, o Museu do Amanhã que atrai milhares de visitantes/turistas e a belíssima vista da Baia de Guanabara.

          Ou seja, no lugar do monstrengo do elevado, fizeram mais um cartão postal da Cidade Maravilhosa.

          Enquanto isso, em São Paulo, a 3ª maior metrópole do mundo…

          6 – Qual é a sua visão a respeito da interdição do Minhocão para a implantação de um parque?

          Quem em são consciência seria contra um parque? Quem não aprova a ideia de passear sob a sombra acolhedora e amena de árvores, sentindo o perfume das flores e o relaxante canto dos pássaros?
Nós do MDM – Movimento Desmonte do Minhocão – somos os primeiros a aprovar a ideia de mais um parque na cidade de São Paulo.

          Digo mais: desejamos não só um, mas vários parques para nossa cidade, que é hoje uma espécie de selva de pedra, concreto e asfalto.

          Só não podemos aprovar a ideia de “parque” sobre o Minhocão, por ser o local mais inapropriado, perigoso (está a 8 metros de altura e sem as “mínimas condições de segurança”, segundo Laudo Técnico do Comando do Corpo de Bombeiros e inconveniente que se possa imaginar.

          7 – Porque razão?

          Devido ao fato de estar construído no meio de prédios residenciais, com altos índices de concentração de poluição atmosférica. Segundo a CET, passam por dia, setenta mil veículos ejetando de seus escapamentos gases tóxicos – monóxido de carbono – altamente nocivos para a saúde humana.

          Quem em são consciência construiria uma creche, uma escola ou um hospital sobre um aterro sanitário, uma área insalubre etc? A mesma pergunta não se pode fazer em relação a “parque” sobre o Minhocão?

          Como se vai fazer parque em cima do Minhocão, sem retirar a estrutura, quando embaixo, os 17 metros de largura das pistas funcionam como elemento de concentração dos gases tóxicos dos milhares de carros, ônibus etc?

          Moradores relatam que em espaços curtos de tempo são obrigados a mandar lavar as cortinas de suas salas, quartos etc, pois vão ficando escuras e pretas. E isso apesar de manterem as janelas fechadas.

          E os moradores questionam: as cortinas podemos mandar lavar. Mas e nossos pulmões? Dá para mandar lavar nossos pulmões por dentro? Como fica nossa saúde? Quem se responsabiliza por isso? Onde está a consciência humanitária? Não se sente compaixão pela situação em que vivem estas milhares de pessoas?

          O direito à saúde e à vida não é um direito constitucional, anterior ao direito de ter um lugar de lazer, que aliás pode ser em qualquer outro lugar?

          Aproveito para esclarecer um sofisma usado por quem propõe o “parque” sobre o Minhocão.

         Falam que a população já tomou conta do Minhocão e que portanto já seria um “parque” (sic!). É uma falácia que se responde facilmente.

          Em São Paulo, com carência de opções de lazer, em qualquer rua que se feche – por exemplo, diante da Câmara dos Vereadores – nos finais de semana, o que ocorrerá?

          Evidentemente que as pessoas irão ali andar, se distender etc. A conclusão disso é que a população tomou conta das pistas em frente a Câmara e ali tem que ser feito um “parque”?

          8 – Por que essa necessidade de extinguir o Minhocão e qual seria o impacto acarretado para a cidade?

          Pelas razões explicadas anteriormente. De dia os milhares de moradores ficam de janelas e cortinas fechadas pelo trânsito de milhares de veículos passando a poucos metros de seus apartamentos.

          A ex-Prefeita Erundina assinou lei que fechava o Minhocão às 21 horas, para os moradores terem sossego e finalmente poderem abrir suas janelas e cortinas.

          Entretanto, o que acontece? Sem nenhuma fiscalização e/ou policiamento, pessoas sobem de noite no Minhocão, seja para passear, seja para outras finalidades não elogiáveis. Jogam pedras e outras coisas nas janelas e nas pessoas que passam nas calçadas embaixo. Já chegaram a jogar uma tampa de bueiro sobre um carro estacionado embaixo. Graças a Deus não havia ninguém dentro, pois caso contrário poderia ter sido morto.

          Assim os milhares de moradores ficam na seguinte situação: de dia, tem de trancar cortinas e janelas devido a poluição atmosférica e sonora dos carros.

          De noite, tem de manter fechadas cortinas e janelas, pois muitas pessoas que transitam nas pistas do Minhocão ficam olhando para dentro dos apartamentos, vendo os moradores saindo ou entrando nos banheiros, quartos etc. Ou seja, como observa um morador, ele se sente como que o carcereiro de sua própria família , obrigado a manter tudo fechado!!

         9 – Mas fazendo um “parque” sobre o Minhocão não resolveria o problema das poluições?

          Pelo contrário.

          Os carros sendo proibidos de passarem por cima do Minhocão, irão transitar por baixo. O trânsito ficará mais pesado, diminuirá a velocidade dos veículos e portanto ficarão mais tempo sob o Minhocão e mais poluentes tóxicos dos escapamentos serão ejetados.

          Com uma agravante: as pistas do Minhocão funcionam como que tampas de panela, que não permite que os gases poluentes dos carros se dispersem pela atmosfera, aumentando ainda mais sua concentração e invadindo apartamentos e comércios de maneira mais intensa.

          10 – Como solucionar a problemática do fluxo de veículos que ali passam diariamente?

          Dentre as várias atividades, a Diretoria do MDM teve contato com Dr. Vicente Petrocelli, Gerente de Planejamento Viário – CET/DPO e sua equipe, que expuseram projetos já prontos, de solução viária, para o caso do Desmonte do Minhocão.

          Quando o Minhocão foi construído há mais de quarenta e sete anos atrás, a cidade de São Paulo não tinha duplicadas todas as pistas das Marginais e outras vias de tráfego. Só o vão central, com as pilastras de sustentação do Minhocão, perde-se 8 metros de via.

          O estudo da CET mostra a readequação de ruas paralelas, como por exemplo a Alameda Barros que, sendo proibido estacionar carros nos dois lados, se multiplicaria a via de duas para quatro pistas.

          Dr. Sérgio Ejzenberg, especialista em trânsito, cita a possibilidade de instalação de semáforos inteligentes, que agilizaria o trânsito em cerca de 30%.

          Dr. Petrocelli e sua equipe considera com tranquilidade a possibilidade da desativação do Minhocão.

          11 – Você acredita que o Elevado seja vitima de um mau planejamento viário?

          Veja bem: o ex-Prefeito de São Paulo, Sr. Fernando Haddad, que em debate no SBT, ao responder ao entrevistador Carlos Nascimento, sobre o affaire Minhocão, afirmou:

           – “”O Minhocão não deveria nem ter sido construído.
           Solução equivocada para o problema de mobilidade”.

          12 – O possível fechamento ou derrubada do Elevado poderia significar que tipos de melhorias para a região?

           É só passar sob as pistas do Minhocão para além de ver uma área degradada, insalubre, notar as inúmeras placas de “Mudou-se”, “Vende-se”, “Passo o ponto” etc.

          Com o Desmonte do Minhocão, teríamos uma revitalização e reurbanização da região.

          Propomos bela, arborizada e ajardinada avenida, que seja um cartão postal de nossa cidade, onde hoje temos uma “cicatriz” em seu rosto.

          Os próprios comerciantes tomariam a si a manutenção das áreas ajardinadas em frente de suas lojas, pois seria um cartão das mesmas.

          O comércio se revitalizaria e seria mais uma fonte de renda para a Prefeitura, com mais coleta de ISS e outros impostos.

          Ou seja: o Desmonte do Minhocão só traria benefícios para todos, reutilização de suas partes em outros locais , economia e inclusive fonte de renda para a Prefeitura com aumento da arrecadação de tributos na região.

          A tendência moderna é a eliminação de viadutos, qualificados como mero paliativos. Apenas transpõe um congestionamento de um lugar para outro.

          Exemplos dessa tendência moderna de eliminação de viadutos no mundo inteiro.

São Francisco (EUA)


SEUL, antes, com o “Minhocão” local…

SEUL – hoje, sem o “Minhocão” local.

          Sobre a hipótese de “parque” sobre a estrutura do Minhocão.

          Este só seria fonte de gastos fabulosos para o poder público, não só para sua instalação, como para sua manutenção.

          Se a Prefeitura não consegue cuidar das árvores já existentes na cidade, a ponto que nos últimos quatro meses, caíram praticamente duas mil, inclusive causando mortes, imagine você fazer e manter mais um “parque” e sobre o Minhocão com seus dois quilômetros e oitocentos metros de extensão.          O alegado High Line nos Estados Unidos – que diga-se de passagem era uma via férrea desativada e que não passava entre prédios residenciais – “até agora custou cerca de U$ 240 milhões” de dólares (O Estado de São Paulo, 14/9/14).

          É bom lembrar que o High Line tem a metade da extensão do Minhocão e sua pista é muito mais estreita.

         Pense no valor do dólar atualmente e se chegará a conclusão que o tal despropositado “parque” sobre o Minhocão passará da astronômica cifra de um bilhão de reais.

         E isso numa cidade com a alta carência de creches, postos de saúde, CEUs , moradias etc?

          Outro benefício do Desmonte do Minhocão: teríamos a redescoberta de prédios históricos que marcaram a história de nossa cidade, hoje cobertos com mantos negros de décadas de fuligem da poluição.

          Com o Desmonte do Minhocão, finalmente os milhares de moradores-eleitores poderiam abrir suas cortinas e janelas e respirarem ar puro, vendo as árvores e flores da futura avenida.

          13 – O Elevado é palco de diversas manifestações culturais. Com a sua derrubada, como essa questão poderia ser solucionada?

          Há várias opções que a Prefeitura pode escolher. Porque necessariamente tem de ser feita na frente das janelas de nossos moradores?

          Temos inclusive aqui na região três hospitais: Santa Cecília, Santa Casa e Santa Isabel, que não comporta certos tipos de eventos ruidosos, pelas razões óbvias.

          Para o lazer, a população dispõe do Parque da Água Branca, Largo do Arouche, Praça da República e possivelmente o Parque Augusta.

          É bom lembrar também que pelo menos três praças centrais – Bandeira, Princesa Isabel e Amaral Gurgel – são ocupadas por empresas de ônibus, que na prática são garagens.

          Ônibus não foi feito para circular?

          Porque não colocar os ônibus para circularem e retomarmos nossas praças e fazermos ali belos parques?

          14 – O que o Elevado Costa e Silva representa hoje para você?

          Uma estrutura obsoleta, do século passado, que travou o progresso e o desenvolvimento do centro de São Paulo.

          Provocou um verdadeiro apagão urbanístico.

          Um pesadelo. Um tormento.

          Pior: uma constante ameaça à nossa saúde, de nossas crianças e de nossos idosos.

          E querem perpetuar esse suplício?

          Por isso, fazemos nosso o slogan lançado pelo Dr. Professor Valter Caldana, da Universidade Mackenzie:

DESMONTE DO MINHOCÃO, JÁ!

https://www.minhocao.net.br/
https://www.facebook.com/movimentodesmontedominhocao/
[email protected]

 

https://www.youtube.com/watch?v=pvjKn1bXW4w

Veja o video:

como ficou o Rio depois do desmonte/demolição do Minhocão local (Perimetral)

 

 

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jul 06 2018

Imprensa MDM

VEREADOR APRESENTA PROJETO DE LEI DE DESMONTE DO MINHOCÃO

VEREADOR APRESENTA PROJETO DE LEI

DO DESMONTE DO MINHOCÃO

          Vereador Caio Miranda: O que você prefere? Transformar isso aqui num parque ou demolir de vez o Minhocão?

          Se você fosse o Prefeito de São Paulo, o que você faria?

          Mas você deve estar perguntando: manter o Minhocão aberto para carros, não é uma opção?Não é.

          Porque o Plano Diretor aprovado em 2014, já cravou: ele será desativado para carros.

          Mas vamos ser realistas. Se isso aqui não fosse desativado, essa região aqui nunca ia deixar de ser degradada. É muita insegurança, sujeira, barulho, poluição.

          E é muita gente envolvida e afetada. Segundo o IBGE, mais de 230 mil pessoas moram aqui no entorno do Minhocão.

          Mas vamos falar das opções que a Prefeitura tem: transformar isso aqui num parque ou demolir de vez o Minhocão .

          Eu vou falar os prós e contras de cada opção e você tira sua conclusão.

          Vamos começar pelo parque. Isso já foi feito em outros países. O High Line em Nova York é o grande exemplo. A idéia aqui seria fazer escada de acesso, arborizar, construir ciclofaixas, banheiros e até uma idéia de fazer uma praia aqui em cima. Com piscinão e bolsão de areia. É verdade!

          Quais são os prós de ter um parque aqui? Bom, são vários. Mas eu vou listar dois para vocês. O primeiro é de ter uma área verde num região que é dominada por concreto.

          O segundo é ter uma área para prática de esporte, lazer e convívio das pessoas. E a gente sabe que São Paulo precisa disso.

          Mas quais seriam os contras de se fazer um parque?

          Primeiro, o alto custo de instalação.

          Estima-se que para transformar aqui num parque, seriam usados mais de 400 milhões de reais. De onde ia vir esse dinheiro?

          Em segundo lugar, não basta criar o parque. Tem que manter.

          Só para vocês terem uma idéia, o High Line em Nova York custa aproximadamente 36 milhões de reais por ano.

         É mais do que o Ibirapuera, que é nosso maior parque gasta.

          Agora, se São Paulo não tem dinheiro para manter os parques que já existem, como é que vai ter dinheiro para criar e manter um parque suspenso?

          Em segundo lugar, se o parque resolveria os problemas aqui em cima, os problemas lá embaixo vão continuar. Aqui continuaria igual. Escuro, quente, perigoso, barulhento, poluído e isso afeta a vida de muita gente: das pessoas que passam por aqui, das pessoas que trabalham aqui e das que residem.

          E é por isso que a maioria que vive aqui no entorno é a favor do desmonte do Minhocão.

          E é exatamente dessa opção é que a gente vai falar agora. Opção que certamente é a melhor.

          Em primeiro lugar, a derrubada vai sim, melhorar e revitalizar a região. Ia melhorar a questão da poluição sonora, do ar, iluminação, segurança.

          E vale lembrar que com a demolição, locais que hoje são subaproveitados, como a Praça Marechal Deodoro, Largo Santa Cecília e Largo do Arouche voltariam a ser valorizados e utilizados pelas pessoas .

          E nada impede que aos domingos, finais de semana e feriados, aqui embaixo seja fechado para veículos , como acontece na Avenida Paulista para uso de lazer e convívio das pessoas no espaço público.

          Em segundo lugar, vem o custo , que para desmontar o Minhocão, ia ser muito menor do que fazer um parque.

          Quer saber? A gente precisa parar com essa mentalidade de que fazer obras faraônicas e gastar milhões de reais é sinal de desenvolvimento. Não é.

          Em uma cidade com tantos problemas, com tantas desigualdades, gastar dinheiro para fazer um parque suspenso não faz sentido.

           Eu gostaria de mais um parque na região? É claro que sim. Só que a gente tem que manter os pés no chão.

          Um parque aqui no elevado ia custar muito caro e não ia resolver os problemas da região.

          Se você acompanha noticiário, viu que o ex-Prefeito João Dória aprovou uma lei que prevê a criação do parque aqui no Minhocão. Não foi a melhor opção. Eu sou contra e apresentei um projeto pelo desmonte do Minhocão e eu conto com o apoio de voces.

         Para fazer essa lei ser aprovada e sancionada pelo Prefeito.

          Isso interessa para todo mundo na cidade.

          A gente tem que pensar no futuro da cidade.

          Então eu conto com vocês.

          Comentem, compartilhem esse vídeo.

          Vamos fazer o debate acontecer.

 

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